Províncias

Situação da malária analisada em fórum

Tatiana Marta | Huambo

A situação da malária foi analisada durante dois dias na cidade do Huambo, no fórum interprovincial de parceiros contra a doença, das províncias da Huíla, Benguela, Malanje, Cunene, Uíge, Bié e Cuanza Sul, que manifestaram o interesse de criar os seus fóruns provinciais.

O evento serviu também para planificar e encontrar caminhos sustentáveis para os fóruns provinciais e mobilizar todos os actores, do sector público e privado, para juntar energias no combate e controlo da malária em Angola. O representante da presidência do Fórum Nacional de Parceiros Contra a Malária, Evaristo Waya, disse que a malária continua a ser a principal causa de morbilidade e mortalidade no país, razão pela qual deixou de ser simplesmente um problema de saúde pública.
O vice-governador do Huambo para as Infra-estruturas, Francisco Calunga Quissanga, disse que a malária em Angola continua a ocupar os primeiros lugares de doenças e óbitos, em quase todas as províncias.
“Para a província do Huambo esta doença ocupa actualmente o quarto lugar entre as doenças que motivam a procura da assistência médica por parte das nossas populações e é a décima causa de mortalidade ao nível das unidades sanitárias”, disse o vice-governador.

Casos tendem a baixar


Francisco Quissanga salientou que a província do Huambo deu saltos qualitativos no combate à doença. Dos 643.014 doentes e 2.105 óbitos em 2005, o números passaram para 40.484 enfermos e 19 óbitos em 2013. Este ano regista-se um total de 51.883 casos e seis óbitos.  O vice-governador do Huambo referiu que estes resultados foram alcançados graças à mobilização social massiva, junto das autoridades tradicionais e religiosas, o melhoramento no tratamento e seguimento dos casos detectados e confirmados nas comunidades, bem como a permanente disponibilidade de meios de diagnóstico e medicamentos eficazes.
Francisco Quissanga sublinhou que o Governo do Huambo, com o apoio dos seus parceiros, vai continuar a envidar esforços no sentido de melhorar, cada vez mais, as condições sanitárias da população, com a construção e reabilitação de mais unidades e aumento do número de técnicos de saúde, incluindo o permanente refrescamento e enriquecimento dos seus conhecimentos. Actualmente, o fórum conta com 100 membros, entre doadores e implementadores.

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