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Sociedade está solidária com os deficientes físicos

Tatiana Marta |Huambo

Uma palestra subordinada ao tema “Todos por uma Angola Melhor e Sem Discriminação” foi realizada  na cidade do Huambo, no âmbito das comemorações do 14 de Abril, Dia da Juventude Angolana.

Deficientes têm recebido vários apoios
Fotografia: João Gomes

Uma palestra subordinada ao tema “Todos por uma Angola Melhor e Sem Discriminação” foi realizada  na cidade do Huambo, no âmbito das comemorações do 14 de Abril, Dia da Juventude Angolana.
Promovida pela Liga de Apoio à Integração dos Deficientes (LARDEF), a palestra teve lugar no Mercado Municipal da Cidade Baixa e foi presidido pela vice-governadora do Huambo, Loti Nolica.
Participaram membros do governo, representantes do Conselho Provincial da Juventude e autoridades tradicionais.
No acto da abertura, a vice-governadora do Huambo, Loti Nolica, reconheceu os enormes problemas que os jovens deficientes enfrentam no seu dia-a-dia e afirmou que o Executivo tem estado a desenvolver políticas que visam melhorar as suas condições de vida, em conformidade com a Constituição da República.
A Constituição da Angola, no seu artigo 23º, estabelece que ninguém pode ser prejudicado, privilegiado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão do sexo, raça, etnia, cor, deficiência ou língua”, frisou.
Loti Nolica manifestou a sua preocupação com o uso excessivo de álcool, tabagismo, drogas, violação de menores no seio dos jovens, tendo apelado para um comportamento mais digno no sentido de serem recuperados os valores morais e cívicos.
O representante dos deficientes, Marcos Kembe, disse que, apesar dos benefícios que a paz trouxe, ainda é notória a discriminação das pessoas deficientes por parte da sociedade. Chamou a atenção para a mudança da mentalidades para se dignificar o verdadeiro significado da paz, que não se deve restringir apenas ao calar das armas.
 “Temos sentido, com muita tristeza, a discriminação quando muitas pessoas nos qualificam como inválidos, negando-nos emprego, educação, saúde, quando somos apenas diferentes”, disse Marcos Kembe.

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