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Surto de malária no Huambo enluta dezenas de famílias

Adolfo Mundombe | Huambo

Um surto de malária que resultou, até ao momento, na morte de 13 crianças do bairro Bomba Baixa, arredores da sede da província com o mesmo nome, está a preocupar as entidades sanitárias da região, informou na terça-feira, o chefe do departamento de Saúde Pública, que prometeu combater a doença.

Almeida Tchitungo garantiu que a situação está controlada, depois de o bairro Bomba Baixa ter recebido a visita de uma equipa técnica, tendo os moradores sido sensibilizados a pautarem pelo saneamento nas residências e arredores. Foram ainda aconselhados a dirigirem-se às unidades sanitárias mais próximas de casa, caso registem ocorrências idênticas, que colocam em risco a vida de uma criança ou adulto. 
O responsável da saúde desdramatizou a polémica à volta da morte das 13 crianças, recordando que as mesmas foram vítimas de malária, pelo facto de esta população consumir água imprópria para o consumo humano.
Segundo ele, não se trata de uma doença nova ou desconhecida, como se pretendia fazer passar na mensagem. Almeida Tchitungo prometeu trabalhar com as equipas técnicas para estacar a doença no seio desta população.  O soba do bairro, Eduardo Carlos, disse que a doença esquisita foi identificada há um mês e as vítimas são apenas crianças. Descreve que os principais sintomas são dores de  barriga e vómitos e, depois de algumas horas, a pessoa fica amarelada e acaba por falecer.  Eduardo Carlos explica que a situação constitui preocupação, porque dos casos diagnosticados até ao momento não se determinou de que tipo de doença se tratava. Sublinhou que muito recentemente houve a morte de três crianças num só dia, vítimas da mesma patologia, o que começa a perturbar a população residente no bairro Bomba Baixa. 
 “Não podemos nos manter firmes com esta situação que considero preocupante, quando enterrámos três crianças que se queixaram dos mesmos sintomas. Esperamos que os serviços de saúde aprofundem os diagnósticos para se apurar que tipo de doença que está a criar o luto no seio de muitas famílias”, lamentou.
Dada a propagação da epidemia, o soba do bairro solicitou um encontro com autoridades sanitárias no sentido de averiguar-se as causas e fazer-se um acompanhamento.
 “Queremos uma equipa de técnicos da saúde, para fazer um diagnóstico profundo sobre a doença que está a matar as crianças no nosso bairro.”
O soba não coloca de parte que o consumo de alguns alimentos ou bebidas estejam na origem da doença, mas acredita que só os técnicos da saúde podem determinar as verdadeiras causas da epidemia.

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