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Terapeutas são exortados a apostar mais na formação

Tatiana Marta | Huambo

O chefe de Departamento do Património Histórico e Cultural da Direcção da Cultura no Huambo sugeriu ontem aos terapeutas tradicionais que apostem na formação académica e profissional para melhorarem o desempenho da actividade.

Terapeutas são aconselhados a conhecer bem a composição das ervas e as doses a aplicar
Fotografia: Arão Martins

João Afonso, que fez a sugestão na abertura de uma acção de formação de terapeutas tradicionais, exortou-os a conhecerem a composição das ervas e as doses a aplicar aos pacientes.
Na acção de formação de seis meses, na qual participam, cerca de cinquenta terapeutas tradicionais de todos os municípios da província, um dos temas em estudo relaciona-se com a medicina tradicional no seu contexto histórico.
A medicina tradicional e outras acções complementares usadas em muitas regiões do país para tratar certas doenças, disse, tem servido para promover a saúde pública junto da população e complementa a clássica, sobretudo nas zonas rurais dos países com poucos serviços na área sanitária. A medicina tradicional, declarou, por si só não é um mal e é preciso que as autoridades e a sociedade civil a promovam e ajudem os que conhecem formas com recurso a plantas de curar determinadas doenças.
João Afonso apelou à colaboração no combate à mentira à volta da medicina natural, como é o caso da feitiçaria aproveitada para e induzir a sociedade em erro.
Alguns Estados incluíram a medicina tradicional nos sistemas nacionais de Saúde devido à eficácia e a segurança demonstradas no uso de medicamentos de origem vegetal.
O coordenador dos terapeutas tradicionais do Huambo disse que a acção de formação eleva o papel da medicina tradicional e contribui em certa medida para a cura de doenças físicas e mentais
António Valério avisou que os terapeutas tradicionais correm o risco de intoxicar os pacientes se não conhecerem a composição das ervas e por isso é importante terem formação contínua.

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