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Urbanismo reprova projecto de uma serração no Huambo

Mário Clemente | Huambo

A direcção provincial do Huambo de Ordenamento do Território, Urbanismo e Ambiente reprovou, na semana finda, depois de uma consulta pública, realizada na Casa Ecológica, o projecto de uma serração denominada Unidade, Estratégias e Negócios (UEN - Serração Huambo Tuamutunga), por o local não ser viável.

Vista parcial da cidade onde estão a ser erguidos vários projectos de impacto social
Fotografia: Santos Pedro

A direcção provincial do Huambo de Ordenamento do Território, Urbanismo e Ambiente reprovou, na semana finda, depois de uma consulta pública, realizada na Casa Ecológica, o projecto de uma serração denominada Unidade, Estratégias e Negócios (UEN - Serração Huambo Tuamutunga), por o local não ser viável.
O local escolhido situa-se na zona industrial da Cuca, num perímetro de aproximadamente 19.700 metros quadrados, defronte à unidade fabril da Sofar Kanine, no bairro do Kalilongue, e foi reprovado por ser uma área de risco e não reunir as condições exigidas pela administração local e pela direcção do urbanismo.
A empresa destina-se ao corte de troncos e transformação em madeira para construção.
O administrador do município sede do Huambo, José Marcelino, mostrou-se satisfeito com a qualidade do debate e disse que qualquer empreendimento que se faça merece a avaliação de todos, para se tomar as medidas certas para o bem de todos. José Marcelino frisou que a área escolhida não convém para a serração, nem para outro tipo de empreendimento.
 “Temos árvores com 40 anos que podem ser destruídas num dia, temos de ter cuidado com este aspecto”, frisou.
Por seu turno, o director do Instituto de Desenvolvimento Florestal, Andrade Baú, disse que qualquer empresa que explorar deve fazer também o repovoamento.
“Se as empresas têm como matéria-prima as árvores para o abate devem fazer também o repovoamento”, aconselhou.
A chefe do departamento de Prevenção e Avaliação do Impacto Ambiental, Sónia do Nascimento, disse que a empresa vai ter que procurar outras áreas para exercer a sua actividade. O acto, promovido pelo Ministério do Ambiente, em colaboração com a Direcção Nacional de Prevenção e Avaliação do Impacto Ambiental, contou com a presença de estudantes universitários, administradores do Huambo, Caála, Catchiungo, direcção da Indústria, Energia e Águas e população em geral. 

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