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Venda ilegal de remédios tem dias contados

Justino Victorino | Huambo

A direcção provincial do Huambo da Saúde, em colaboração com a Polícia Fiscal, vai punir severamente os farmacêuticos que insistirem em vender ilegalmente medicamentos nos seus estabelecimentos.

Fotografia: www.jaimagens.com

A informação foi avançada terça-feira pelo director provincial da Saúde, Frederico Juliana, quando radiografava o estado do sector e perspectivava acções para este ano na província do Huambo .
Os dois órgãos vão reforçar este ano a inspecção às unidades sanitárias e farmácias privadas e todos os indivíduos que forem encontrados a exercer a actividade de forma ilegal ou a comercializar fármacos fora de prazo vão ser punido severamente, acrescentou .
As medidas servem para desencorajar a prática na província, que considerou servir de lucro fácil e desonesto, e garantir o fornecimento de medicamentos de qualidade e um serviço melhorado às populações.
As medidas vão desde o pagamento de duras multas, ao encerramento e proibição do exercício da actividade, entre outras a serem consideradas pelos dois órgãos controladores e fiscalizadores. No ano passado, acrescentou, os dois sectores supervisionaram várias unidades sanitárias e, este ano, pretendem intensificar a acção, com o objectivo de averiguar casos de medicamentos sem qualidade, o exercício ilegal da actividade e pôr cobro à situação.
O director provincial do Huambo da Saúde disse que ninguém está autorizado a vender medicamentos sem um mínimo de conhecimento sobre farmacologia ou normas do exercício do comércio de medicamentos nas farmácias.
As direcções dos hospitais da região estão autorizadas a formar técnicos que trabalham em serviços de farmácias e que vendem medicamentos ao público.
A saúde na província trabalha com a Polícia Nacional no sentido de munir os efectivos de alguns conhecimentos sobre farmacologia, para que possam exercer a sua actividade sem dificuldades quando forem chamados.
                           
Perspectiva do sector

Frederico Juliana disse que o sector vai alargar e melhorar os serviços sanitários, com a construção de mais unidades em todas as sedes comunais, equipar os laboratórios clínicos dos centros e postos de saúde com meios eficazes, formação de mais quadros e continuar com o projecto integrado Uhayele Vimbo (Saúde na aldeia), com o objectivo de sensibilizar as populações sobre as diferentes formas de combater as doenças mais frequentes nas comunidades.
Actualmente, todos os hospitais municipais da província  têm médicos, ao passo que, há quatro anos, apenas os municípios do Huambo, Bailundo, Caála e Ucuma tinham especialistas.
Frederico Juliana recordou que, há quatro anos, o Huambo tinha 40 médicos e hoje dispõe de 192, número que considerou ainda insuficiente, tendo em conta as ambições em relação àquilo que se pretende atingir no sector.
Depois de reconhecer que a atribuição de orçamentos aos sectores nos municípios melhorou o atendimento aos doentes e as consultas externas, Frederico Juliana salientou que surgiram mais infra-estruturas sanitárias, o que faz com que, aos pouco, a saúde esteja cada vez mais próxima do cidadão.
“Desde que apareceram os orçamentos aplicados aos serviços de municipalização de saúde melhorámos muito a rede sanitária na província do Huambo. Dispomos de 11 hospitais de referência e 145 centros e postos em pleno funcionamento”, disse o director da Saúde.

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