Províncias

Vila Franca do Queve requalificada

Adolfo Mundombe | Vila Franca

Cerca de 100 casas, um centro médico, uma escola e outras infra-estruturas de impacto social são construídos, a partir do segundo trimestre deste ano, na sede do sector da Vila Franca do Queve, na comuna da Galanga, município do Londuimbali, no Huambo.

Várias infra-estruturas vão ser erguidas
Fotografia: Jornal de Angola

Cerca de 100 casas, um centro médico, uma escola e outras infra-estruturas de impacto social são construídos, a partir do segundo trimestre deste ano, na sede do sector da Vila Franca do Queve, na comuna da Galanga, município do Londuimbali, no Huambo.
O administrador local, Manuel Justino, garantiu à reportagem do Jornal de Angola que as obras têm o seu início no segundo trimestre deste ano, com a construção de 50 residências sociais e várias infra-estruturas, como escolas, um centro e postos médicos, numa primeira fase.
Com estas obras, o governo pretende requalificar a sede do sector, mudar a sua imagem e criar melhores condições sociais para as populações daquela circunscrição.
A reabilitação do troço que liga a comuna ao resto do município e arredores tem sido também uma das preocupações das autoridades do sector, principalmente devido à sua localização geográfica.
A sede do sector da Vila Franca do Queve localiza-se ao longo da Estrada Nacional 120, que liga Luanda ao Huambo, e há muito que tem algumas das suas infra-estruturas sociais degradadas.
“Neste preciso momento já se encontram no local os equipamentos necessários para as obras. Depois da apresentação das plantas das residências, vamos adicionar outros serviços sociais”, disse o administrador.
A maior preocupação são as escolas e a falta de professores, para cobrir a rede escolar do sector, constituído por 22 aldeias. A localidade tem apenas cinco escolas comunitárias e 38 professores. No presente ano lectivo, a escola nº46, a única construída de raiz, matriculou 679 alunos, da iniciação á 6ª classe. Muitas crianças estão ainda fora do sistema normal de ensino e outras estudam debaixo de árvores e capelinhas das igrejas.
“Temos recebido solicitações de alguns encarregados de educação das aldeias de Catuco, Calongunga, Nacayenje, Tchimbaca e Cuhunja a pedir mais professores nas suas aldeias”.
No sector da Saúde, Manuel Justino realçou a falta de uma ambulância para o único posto existente na localidade, para evacuação dos pacientes para os hospitais de referência do município ou da comuna da Galanga, em caso de complicações.
A vila possui um posto de saúde com capacidade para atender, em média, 25 a 30 pacientes por dia. Sete técnicos de enfermagem trabalham no centro, um número considerado insuficiente para a­tender as 22 aldeias e a população que vem dos municípios vizinhos.
 As epidemias mais frequentes são as doenças diarreicas agudas e a malária.
Tal como acontece noutras regiões da província, as populações da Vila Franca do Queve queixam-se da fraca colheita na presente campanha agrícola, provocada pela estiagem.Muitos camponeses receberam fertilizantes e sementes do governo, no quadro do programa de fomento da agricultura, e a Associação dos Naturais e Amigos da Vila Franca, ANAVila-Franca, ofereceu alguns inputs agrícolas aos camponeses, para aumentarem a produção, mas as culturas acabaram por secar.
Para recuperar as perdas, a administração do sector está a incentivar os camponeses a optarem pela cultura de hortícolas, batata-doce, mandioca e cultivos de ciclo curto nas baixas dos rios, mas receia que essas zonas venham também a ser afectadas, devido à baixa dos caudais de alguns riachos.

Tempo

Multimédia