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Huambo intensifica fiscalização das obras

António Canepa | Huambo

A administração municipal do Huambo vai intensificar, nos próximos dias, as acções de fiscalização e sensibilização das populações, com vista a desencorajar a construção anárquica de moradias em locais de risco, garantiu sexta-feira, ao Jornal de Angola, o administrador municipal adjunto, João Figueiredo.

População continua a ser sensibilizada no sentido de evitar construir em zonas de risco
Fotografia: Nilo Mateus

O administrador municipal adjunto do Huambo considerou preocupante o surgimento desordenado de residências, moradias e casebres na cidade e em alguns quintais, o que deixa descaracterizada a paisagem do Huambo. João Figueiredo considera também preocupante a construção de residências ao longo do rio Calohumbula, devido ao risco de desabamento que correm.
Neste momento, acrescentou,  decorre o levantamento do número de famílias que residem naquela zona, com vista à sua transferência para zonas mais seguras.
Ambientalistas e arquitectos contactados pelo Jornal de Angola avisam que a construção de habitações em zonas de pouca segurança constitui uma ameaça séria para as populações e aconselham a tomada de medidas preventivas. Eles argumentaram que os terrenos localizados nas linhas de drenagem de água e próximo de ravinas não estão preparados para receber habitações, uma vez que podem ceder facilmente em casos de erosão e chuva.
Dados do Serviço Provincial de Protecção Civil e Bombeiros indicam que existem no Huambo muitas pessoas a construir em locais de risco. Num encontro entre ambientalistas e arquitectos, a especialista Sofia Santana sublinhou que a construção de casas nas áreas de risco deve ser evitada, pois põe em causa a saúde pública.
Especialistas apontaram os bairros do Cambiote e São Pedro como os que mais têm habitações ao longo das linhas de drenagem e próximo de ravinas.

Casas demolidas

O governador provincial do Huambo, Kundi Paihama, numa visita à empresa de distribuição de água, determinou este ano a demolição de 375 residências e outras infra-estruturas construídas de forma ilegal ao longo da conduta de transporte para a cidade.
A medida foi adoptada para facilitar a manutenção da tubagem e a distribuição da água à cidade.
Quanto às famílias afectadas, garantiu que aquelas que tiverem as construções autorizadas pela administração vão ser realojadas em locais mais seguros.
A cidade do Huambo regista muitas construções anárquicas ao longo da conduta de água, principalmente nos bairros da Bomba Baixa, São José, Bom Pastor e na rua do Comércio.

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