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Huambo mobilizada contra a febre-amarela

Tatiana Marta e Mário Clemente | Huambo

Um total de seis casos suspeitos e nove outros comprovados de febre-amarela, que resultaram em cinco óbitos, foram registados, até agora, na província do Huambo, revelou ontem o director provincial da Saúde.

População da província do Huambo exortada à mobilização massiva contra a doença que constitui uma grave ameaça à saúde pública
Fotografia: Kindala Manuel

Frederico Juliana informou que os casos de febre-amarela foram registados em pessoas idas de Luanda, província onde se deram os primeiros casos e que diagnostica o maior número de doentes e de mortes.
No Huambo, os primeiros casos suspeitos de febre-amarela foram diagnosticados no dia 27 de Janeiro último e as autoridades enviaram mais 11 amostras ao laboratório de Luanda, cujos resultados ainda não são conhecidos.
O Governo Provincial criou dois postos de controlo da doença, sendo um no Aeroporto Albano Machado, e outro na comuna do Alto Hama, no município do Londuimbali, de onde os munícipes identificados com sintomas da doença são encaminhados para o hospital.
Nos próximos dias, as autoridades provinciais do Huambo estão a prever criar  um posto no município do Caála, para acudir as situações naquela região e arredores.
Frederico Juliana avançou que foram igualmente criadas equipas para a  pulverização das ruas da cidade do Huambo, acção que teve início ontem, visando acabar com os mosquitos, principal vector do paludismo.

Atitude reprovada

O governador provincial do Huambo, Kundi Paihama, condenou ontem a atitude de certos fiéis de seitas religiosas que estão a influenciar membros das suas famílias a evitarem a adesão à campanha de vacinação contra a febre-amarela, prevista para breve na região.
 Kundi Paihama, que falava durante o conselho de auscultação social, exortou a população a evitar promover atitudes que possam contribuir negativamente para a saúde das famílias. O governador exortou ainda a população para se mobilizar  de forma massiva contra a doença, por constituir uma grave ameaça à saúde pública e um perigo contra a sociedade, aderindo à vacinação.
Para o êxito da campanha, o governador disse esperar  o apoio incondicional dos líderes religiosos, juvenis, autoridades tradicionais e outras forças da sociedade, durante a vacinação. Kundi Paihama apelou  os moradores para contribuírem no combate ao lixo e charcos, de forma a evitar a propagação de mosquito.

Mordeduras de animais

A província do Huambo registou, no ano passado, 34 óbitos de pessoas vítimas de mordeduras de cães com raiva, informou ontem o chefe de departamento local dos Serviços Veterinários. Jorge de Almeida, que falava durante a apresentação dos resultados da última campanha de vacinação contra a raiva, realizada em finais do ano do ano transacto, informou que, no período em que decorreu a  vacinação, registaram-se 6.168 casos de mordeduras, dos quais 506 de cães, 397 de gatos, 59 de macacos e 206 casos de mordeduras de outros animais como cobras e ratos.
No período de Janeiro a Novembro do ano passado,   as autoridades veterinárias vacinaram 37.610 animais, dos quais 36.958 cães, 571 gatos e 81 macacos, informou Jorge de Almeida, que acrescentou que  cerca de 80 por cento dos animais vacinados durante a campanha pertencem ao município sede do Huambo, seguido por Chicala Cholohanga, Longonjo, Caála, Chinjenje, Bailundo, Ucuma, Londuimbali e Ecunha. O stock disponível da vacinas no Huambo é de cerca de oito mil. quando são registadas, em média, 600 casos de mordeduras por mês.

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