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Huíla: Edifício é abandonado depois de construído

Arão Martins | Chipindo

Fissuras nas paredes, vidros das portas e janelas quebrados e mosaicos estalados, é o que salta à vista do edifício da Administração Municipal de Chipindo, região situada a 456 quilómetros da cidade do Lubango, província da Huíla.

Infra-estrutura erguida há sete anos continua abandonada
Fotografia: DR

A infra-estrutura, construída no bairro Operário durante 2012/13, numa área de pouco mais de cinco mil metros quadrados, está abandonada des-de então, pois o governo não recebeu a obra do empreiteiro por alegada falha técnica.  O edifício possui cinco en-tradas e comporta dois gabinetes para administradores, compartimentos para a secretaria-geral e serviços diversos.

A obra, cujo valor é ocultado, foi executada pela construtora Nova Reframaka, com fundos do Programa de Investimentos Públicos (PIP). Devido ao estado degradado do imóvel, a Administração Municipal funciona no edifício da Empresa de Água e Saneamento.

Abandonado desde 2013

O director do Gabinete de Infra-Estruturas e Obras Públicas do Governo Provincial, Rosário Panzo, explicou que o empreiteiro terminou as obras em 2013 mas o governo não recebeu o edifício porque apresentava “deficiências técnicas”. “Por esta razão, está a de-correr, no Serviço de Investigação Criminal (SIC), um processo contra o empreiteiro.

Portanto, recentemente técnicos do Gabinete de Inspecção fizeram uma visita ao local e estão a produzir o relatório”, disse. “De qualquer maneira”, prosseguiu, “não há deficiências estruturais no edifício, denotam-se problemas de execução a nível do pavimento, redes técnicas e da cobertura”.

Rosário Panzo disse que o governo não contratou ainda um novo empreiteiro porque o processo está na esfera judicial. “Vamos aguardar por uma solução conjunta entre os órgãos de Inspecção do Governo Provincial e a Investigação Criminal”, frisou, revelando que a empresa que fiscalizou foi a Fisconsult.

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