Províncias

Aberto centro de biodiversidade no Lubango

Domingos Mucuta e Alfredo Chivia | Lubango

O estudo das espécies da fauna e da flora na região sul do país passa a ser feito no Centro de Investigação Científica em Biodiversidade instalado nas instalações do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) do Lubango, na Huíla.

Um ângulo do Instituto Superior de Ciências da Educação do Lubango que passa a contar com novos serviços de investigação científica
Fotografia: Arimateia Baptista

O projecto de instalação do centro de biodiversidade, iniciado há quatro anos, contou com a parceria da Universidade de Hamburg da Alemanha.
O objectivo é dinamizar na primeira fase a pesquisa, levantamento e conservação da fauna e de insectos.
A bióloga Fernanda Lages, investigadora principal do ISCED afirmou que o laboratório tem equipamento necessário para desempenhar também a função de observatório das condições ambientais a partir de indicadores da fauna e da flora.O centro está equipado com microscópios, GPS, binóculos, máquinas fotográficas, redes e outros meios necessários para os 11 investigadores desenvolverem o seu trabalho sem constrangimentos.
O ISCED tem igualmente laboratórios e museus de mamologia, ontomologia, de insectos e aves, bem como um banco de dados das espécies vegetais não apenas de Angola, como de outros países. O museu das aves tem 41 mil exemplares de restos destes animais e quatro mil de mamíferos, mas o processo de registo e de catalogação continua. A abertura do centro coincidiu com a realização do curso regional de taxonomia vegetal, no qual participam 20 investigadores da Huíla, Huambo, Namibe e Luanda e se destina prepará-los sobre novas técnicas de trabalho.
O director-geral da ISCED disse estar satisfeito pela materialização do projecto, iniciado nos anos de 1960, e pelas conquistas no desenvolvimento da instituição nas áreas académica, de investigação e de extensão.
/>Liderar o ranking

Raimundo Dungula declarou que o ISCED aposta na melhoria da qualidade de ensino e “na conquista permanente da excelência com reflexo nos quadros formados”.
Os novos tempos e desafios que se vivem, referiu, colocam aos académicos a responsabilidade científica de pôr em marcha uma série de indicadores, dando razão às estatísticas.
A abertura do centro, acentuou, materializa o grande desafio de despertar um monstro adormecido há tanto tempo, como são os casos do herbário e dos museus de mamologia, que representam uma riqueza a nível da flora e da fauna. A unidade de investigação científica em biodiversidade, prosseguiu, beneficiou de melhoramentos nas estruturas internas para ser um centro de excelência e a instituição tem uma equipa de investigadores com o grau de mestre e de doutorado.
O ISCED, revelou, desenvolve três grandes projectos de investigação: levantamento da flora do Cuvango e florestal de Cubira, Cuanza Sul, e regeneração da floresta de Chitembo, na província do Bié.
O ISCED tem também o apoio da África do Sul, na elaboração da diversidade animal e com Portugal, na formação em pós-graduação.
Raimundo Dungula disse que o ISCED da Huíla mantém o objectivo de ampliar e reforçar os níveis de qualidade formativa como forma de garantir uma posição cimeira no ranking das melhores instituições do ensino superior do país e da África Austral.

Tempo

Multimédia