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Abertura de circuitos de comercialização na Huíla

Arão Martins| Lubango

A activação dos circuitos de comercialização no meio rural, este ano, no quadro do Programa de Combate à Pobreza, está a incentivar os camponeses no aumento dos níveis de produção, assegurou sexta-feira o vice-governador para o Sector Económico.

A iniciativa do Executivo através do Ministério do Comércio visa relançar a actividade comercial no meio rural e a valorização da produção local
Fotografia: Arão Martins| Huíla

Sérgio da Cunha Velho, que falava no primeiro seminário de consulta e concertação sobre a Estratégia Nacional de Comercialização Rural, disse que a actividade de comércio rural e circuitos de comercialização encontra-se desarticulada, quer do ponto de vista de infra-estruturas, quer de organização.
O governante afirmou que os esforços a nível da criação de infra-estruturas de armazenamento e abertura dos circuitos de venda incentivam os camponeses a aumentar a produção e a melhorarem as condições de vida das suas famílias.
A iniciativa do Executivo, através do Ministério do Comércio, visa relançar a actividade comercial no meio rural, a valorização da produção local e fundamentalmente, criar condições para o escoamento e comercialização dos produtos locais.
Nesta altura, referiu, decorre uma consulta pública, numa iniciativa do Ministério do Comércio, que se estende a todas as províncias, para que junto dos agentes económicos e administradores municipais sejam colhidas experiências locais, dadas as especificidades de cada região. Sérgio da Cunha Velho informou que a situação menos boa que se vive na comercialização originou ruptura da ligação do circuito formal entre a cidade e o campo e vice-versa, bem como a redução da produção. Sublinhou que com o restabelecimento da circulação de pessoas e mercadorias, a partir de Abril de 2002, as populações rurais regressaram às zonas de origem e estabeleceram a actividade produtiva.

Aumento da produção


“Actualmente em todas localidades da província, as empresas e famílias agrícolas produzem grandes quantidades para o auto abastecimento e geram excedentes para o mercado”, disse, esclarecendo que a criação de uma prática de utilização adequada de incentivos, destinados à actividade do comércio rural, permite que este circuito seja restabelecido, contribuindo desta forma para uma vida melhor para as populações.
O vice-governador da Huíla para o Sector Económico indicou que actualmente a maior parte da comercialização com o campo é feita pela rede do comércio informal e concentra-se principalmente nas áreas urbanas e ao longo das estradas.Esta situação, salientou Cunha Velho, deixa de fora a maioria das comunidades rurais, que estão afastadas das sedes administrativas e das estradas principais.

Vida assente na agricultura

Cunha Velho reconheceu que a comercialização agrícola desempenha um papel extremamente importante na economia nacional e, referiu, constitui a principal ou mesmo única fonte geradora de condições de vida assente na agricultura.
A nível da província da Huíla vão ser identificados e designados, em cada município e comunas, os operadores comerciais que vão ser responsáveis pela implementação das infra-estruturas logísticas.
Os agentes serão igualmente responsáveis pela compra directa dos produtos agro-pecuários, produzidos localmente, bem como deverão garantir o abastecimento em bens básicos às populações residentes nessas localidades.
A proposta da estratégia nacional para a implementação do Programa de Aquisição de Produtos Agro-Pecuários, plano de acção e os respectivos eixos, potencialidades da província da Huíla, em termos pecuários, associação produtiva e cooperativa das comunidades na província, entre outros centraram a atenção dos participantes no seminário.

Garantir o escoamento


O responsável do departamento de fomento de produção e estruturação produtiva do Ministério do Comércio, Lourenço Fernando, esclareceu que vão ser assegurados com regularidade a aquisição de excedentes de produção das explorações agrícolas familiares e outros.
Garantir o escoamento da produção para os principais centros de consumo, facilitar o abastecimento regular permanente de bens essenciais e mercadorias às comunidades rurais, constituem segmentos garantidos pelo programa do Executivo, segundo Lourenço Fernando.
De referir que no âmbito do programa de combate à pobreza estão em curso na região várias acções de impacto social, como a construção e reabilitação de infra-estruturas e vias de acesso.

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