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Abre unidade de medicina tradicional

Arão Martins| Lubango

A Huíla vai dispor, nos próximos dias, de um hospital provincial de medicina tradicional, anunciou o coordenador regional da Câmara Profissional dos Terapeutas da Medicina Tradicional e Não Convencional, Miguel Catengue.

Câmara dos Terapeutas da medicina Tradicional e Não Convencional trabalham no processo do registo de casos que dão entrada nos hospitais
Fotografia: Arão Martins

A instituição está a levar a cabo, desde Janeiro, uma campanha de registo de terapeutas tradicionais e neste momento estão registados três mil membros. Miguel Catengue informou que foram registados distribuidores de medicamentos, ervanários, cultivadores de ervas, folhas e raízes, além de vendedores de medicamentos tradicionais. Todos vão beneficiar de cursos de qualificação profissional.
O processo termina em finais deste mês de Abril e já foram registados profissionais das províncias da Huíla, Namibe, Cunene e Cuando Cubango.
Miguel Catengue disse que o enquadramento de todos os terapeutas tradicionais da região sul na câmara é também preocupação do Executivo.
Informou que a instituição promove uma medicina tradicional positiva, que usa métodos de pesquisa de plantas naturais e do seu poder curativo. Mas também existe a negativa, que abarca a feitiçaria, advinhas e o quimbandismo.
A medicina não convencional tem sido incentivada pelo Executivo. A instituição abrange ervanários e naturistas.
A nível nacional, cada terapeuta tradicional positivo deve ter o seu número de identificação.
Miguel Catengue disse que, para realizar com êxito o processo, foi criada uma brigada que integra os coordenadores municipais e comunais, que estão a percorrer as províncias porque “é obrigatório que o terapeuta e a parteira tradicional estejam registados”.
A Câmara Provincial dos Terapeutas da Medicina Tradicional e Não Convencional está a trabalhar com os médicos no processo de controlo de casos que dão entrada nas unidades hospitalares com indícios de intoxicação com medicamentos tradicionais.
O objectivo é encontrar o terapeuta que está na origem do mau uso dos tratamentos.
A actividade das parteiras tradicionais também é apoiada pela Câmara Provincial.
Miguel Catengue disse que o processo está a ser desenvolvido com o apoio do Executivo, através dos Ministérios da Família e Promoção da Mulher e da Assistência e Reinserção Social e a Organização da Mulher Angolana (OMA), que têm distribuído vários instrumentos e outros equipamentos para o exercício da actividade com êxito.

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