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Acções de combate à malária são intensificadas no Lubango

Arão Martins|Lubango

A incidência da malária nas famílias que vivem nos municípios da Cacula, Chibia, Chicomba, Caluquembe, Gambos, Humpata, Lubango, Quipungo, Jamba e Caconda, na província da Huíla, vai diminuir, nos próximos tempos, com a distribuição de forma massiva de mosquiteiros, iniciada na semana finda, pelas autoridades sanitárias.

Governador provincial da Huíla (segundo à direita) esteve presente no lançamento da campanha massiva de distribuição de mosquiteiros
Fotografia: Joana Santos| Lubango

O lançamento da campanha foi feito pelo governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, na presença do chefe do Departamento Nacional de Controlo de Doenças do Ministério da Saúde, Filomeno Fortes.
A chefe de departamento provincial de Saúde Pública e Controlo de Endemias, Fátima Barros, explicou ao Jornal de Angola que, apesar dos avanços verificados, com o aumento da cobertura das acções integradas de controlo da malária, nomeadamente a gestão adequada de casos, o tratamento intermitente e preventivo na grávida, a distribuição de redes mosquiteiras nas comunidades, a malária continua a ser a principal causa de mortalidade na província da Huíla.
Para se inverter o quadro,Fátima Barros destacou também a pulverização intra e extra-domiciliar, a informação e educação das comunidades e o tratamento rápido de casos, com o uso de antimaláricos recomendados pela OMS.
 Esclareceu que em 2014 e 2015 foi feita a distribuição de mosquiteiros em seis municípios, cujo resultados mostram que houve uma diminuição de 14.393 casos, que correspondem a 9%. Fátima Barros disse que em relação à luta anti-vectorial, existem equipas nos 14 municípios, constituídas por 8 membros, dos quais um coordenador, motorista e 6 brigadistas, com acções viradas à luta anti-larval.
As equipas são também responsáveis pela sensibilização das comunidades para a identificação e eliminação dos charcos e em alguns municípios a pulverização intra-domiciliar e extra domiciliar.
Fátima Barros disse que para o processo de distribuição de mosquiteiros foram já catalogadas, de forma coordenada, residências dos municípios da Cacula, Chibia, Chicomba, Caluquembe, Gambos, Humpata, Lubango, Quipungo, Jamba e Caconda. A catalogação feita, a­crescentou, indica que vai ser ­distribuída uma rede mosquiteira para cada duas pessoas, das referidas localidades.

Casos de febre-amarela

A responsável do departamento provincial de Saúde Pública e Controlo de Endemias informou que, até a semana finda, foram notificados 166 casos de febre-amarela e 134 suspeitos, nos municípios de Quipungo, Caconda e Humpata, que provocaram 39 óbitos.
Fátima Barros esclareceu que decorre a actividade de mobilização e registo das famílias, bem como palestras nas unidades sanitárias, escolas, unidades policiais e das Forças Armadas Angolanas (FAA), mercados paralelos e instituições públicas, assim como campanhas de limpeza nos bairros.
O uso das rádios comunitárias e a difusão de mensagens em línguas locais nos municípios da Matala, Caluquembe e Quipungo, Caconda e Quilengues também foram destacados por Fátima Barros, tal como a mobilização social para as actividades de vacinação, com a participação de líderes tradicionais, religiosos, políticos e coordenadores de zonas e bairros.
Fátima Barros esclareceu que foram distribuídos 19.800 panfletos e desenvolvidas acções formativas para as equipas técnicas municipais, do Hospital Central do Lubango e a da Pediatria, para o manuseamento e tratamento correcto de casos.

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