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Adiada a transferência de cidadãos que estão a viver em zonas de risco

Domingos Mucutas| Lubango

O governador provincial da Huíla, Isaac dos Anjos, anunciou, quinta-feira, a suspensão temporária do realojamento das famílias residentes em zonas de risco, no Lubango, previsto para o mês de Setembro próximo, por falta de condições nas novas áreas de acolhimento.

Governador Isaac dos Anjos anuncia em conferência de imprensa novos projectos imobiliários para a província da Huíla
Fotografia: Arimateia Baptista

O governador provincial da Huíla, Isaac dos Anjos, anunciou, quinta-feira, a suspensão temporária do realojamento das famílias residentes em zonas de risco, no Lubango, previsto para o mês de Setembro próximo, por falta de condições nas novas áreas de acolhimento.
Isaac dos Anjos, que falava em conferência de imprensa, disse que, devido ao atraso da administração municipal do Lubango no cumprimento das orientações, o governo da Huíla decidiu adiar a retirada das populações dos locais destinados às obras públicas.
O governador provincial precisou que houve atrasos na distribuição de terrenos aos cidadãos abrangidos, na Avenida Salvador Correia, na zona do Arco-íris e em outros bairros do Lubango.
“Informámos que estava em curso o realojamento, mas como o nosso trabalho é feito com alto grau de responsabilidade, entendemos preparar as condições prévias”, disse o governador provincial.
Isaac dos Anjos reconheceu que o realojamento deve decorrer com a “maior oferta de serviços possíveis”, no domínio da educação, saúde, água e transportes públicos, para garantir a segurança e bem-estar das populações. O governador provincial informou que em 2010 foram demolidas 1.400 casas ao longo da linha férrea do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM) e 900 na margem do rio Mukufi, cujos moradores receberam lotes de terrenos, de mil metros quadrados, destinados à auto-construção dirigida, em curso na província.
Isaac dos Anjos explicou que o governo entregou 4.970 lotes de terreno, de mil metros quadrados cada, às famílias retiradas da zona circunvizinha do CFM e do rio Mukufi, e outros 536 aos moradores do bairro Arco-Íris.
Os terrenos estão localizados em áreas de urbanização da comuna de Quilemba, na localidade da Chimucua. Foram construídas 1.125 casas pelas famílias, que receberam  um contributo de 45 mil chapas de zinco, além de pedra e cal.
Isaac dos Anjos acrescentou que o governo perspectiva o desenvolvimento de novas urbanizações, dotadas de redes de energia, água, telefones e serviços públicos, como escolas, hospitais, esquadras de polícia e quartéis de bombeiros, além de campos polidesportivos.

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