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Administrações municipais descentralizam serviços

João Luhaco | Lubango

Os serviços sociais úteis das administrações dos bairros do município do Lubango estão a ser descentralizados, para permitir o descongestionamento da instituição do centro da cidade, anunciou ontem o administrador Francisco Barros.

Fotografia: JAIMAGENS

O administrador municipal do Lubango disse que o primeiro passo para este programa já foi dado, com a instalação dos referidos serviços administrativos no bairro Comandante Cow Boy.
Com isso, os serviços da Administração Geral Tributaria (AGT), Notariado, Identificação Civil e Cartório vão ser feitos nas administrações de bairros, também, no âmbito do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza.
Francisco Barros referiu que se pretende fazer uma administração modelo pela primeira vez ao nível dos bairros da cidade do Lubango, assegurando que se trata de um projecto que vai ser levado às outras administrações para descongestionar a sede municipal.
“Deste jeito, podemos levar outros serviços complementares, em que o cidadão pode facilmente resolver os seus problemas”, disse Francisco Barros para avançar que a nível da AGT as questões de pagamentos de impostos e de arrecadação de receitas estão assegurados.   Francisco Barros considera ser necessária uma maior organização por parte da população e uma grande promoção desses serviços para que a população saiba onde se dirigir nos seus respectivos bairros e evitar-se as grandes enchentes no centro da cidade.
Quanto à recolha de lixo, o administrador municipal queixou-se das dificuldades na recolha dos resíduos a nível da cidade do Lubango, alegando a desistência de algumas empresas, por falta de pagamentos pelo Estado dos serviços prestados.
“Nos  últimos tempos, foram contratadas empresas para a recolha dos resíduos sólidos e a cidade do Lubango apresentava já outro aspecto, mas a nova realidade económica do país fez com que o Estado contraísse dívidas muito elevadas para com as operadoras”, disse Francisco Barros, para acrescentar: “Com isso, as empresas que tinham sido contratadas para o efeito baixaram a qualidade de trabalho, embora fizessem esforço para suportar até onde podiam”.
 Agora, já não conseguem fazer nada, uma vez que estão com muitos meses em atraso, disse Francisco Barros que assegurou que os últimos trabalhos têm sido feitos pela administração, mas com muitas dificuldades, uma vez que se encontra sem pessoal e equipamentos para realizar este tipo de operações: “A instituição redobra esforços para manter, pelo menos, o casco principal da cidade limpo e fazer também um trabalho planificado para a periferia”.

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