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ADRA defende maior acompanhamento dos programas de desenvolvimento rural

Domingos Mucuta | Lubango

 O presidente do conselho directivo da Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), Guilherme Santos, defendeu na terça-feira, na cidade do Lubango, um acompanhamento permanente dos programas integrados de desenvolvimento e combate à pobreza, que estão a ser desenvolvidos pelas administrações municipais.

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Fotografia: Jornal de Angola

 O presidente do conselho directivo da Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA), Guilherme Santos, defendeu na terça-feira, na cidade do Lubango, um acompanhamento permanente dos programas integrados de desenvolvimento e combate à pobreza, que estão a ser desenvolvidos pelas administrações municipais.
Numa conferência de imprensa para anunciar o XVI Conselho de Representantes da ADRA, a 1 e 2 de Março, Guilherme Santos referiu que uma avaliação por entidades independentes dos programas permite a definição de acções adaptadas ao contexto do grupo-alvo.
Considerou que os programas integrados de desenvolvimento e combate à pobreza são as estratégias mais realistas dos últimos dez anos, pelo facto de serem instrumentos concebidos para a descentralização da distribuição da riqueza nacional e valorização do meio rural.
“Os programas de combate à pobreza e comércio rural são o reconhecimento do Governo de que o meio rural está em desvantagem do ponto de vista da promoção da descentralização e desconcentração administrativa, depois de muitas instituições terem apelado para uma maior atenção ao campo”, argumentou. “Os instrumentos criados pelo Governo são indicadores da importância que se dá ao desenvolvimento rural e comunitário, com base em acções exequíveis a nível municipal, comunal e local”, referiu Guilherme Santos, Realçando que os programas integrados de desenvolvimento e combate à pobreza surgiram da necessidade de aglutinar projectos, antes realizados de forma isolada, como o crédito de campanha e incentivo ao comércio rural.
 Defendeu maior envolvimento das comunidades na identificação e elaboração dos projectos, mas referiu que, para isso, precisam de preparação adequada para compreender e participar nas acções. “Se no passado as comunidades clamavam apenas para lançar a semente à terra, hoje precisam de competências para negociar com bancos os juros e com as instituições que fornecem informações sobre a cadeia de valores e outros aspectos”, sublinhou o responsável da ADRA, para quem a fase experimental dos programas oferece um quadro de elementos que permite traçar acções de forma mais objectiva e sustentável para a sua melhoria.
O conselho de representantes da ADRA é um órgão de consulta desta organização, que reúne anualmente os membros, parceiros, amigos e representantes das comunidades. Entre outros assuntos, vai fazer o balanço do primeiro ano de execução do Plano Estratégico 2012/2016.

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