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Agricultores satisfeitos com inovação sistema de estufas aumenta produção

Estanislau Costa | Lubango

O cultivo de hortícolas passa a ser feito em estufas montadas na comuna da Palanca, província da Huíla, garantiu o responsável da fazenda Tchicanda.

O cultivo de hortícolas passa a ser feito em estufas montadas na comuna da Palanca, província da Huíla, garantiu o responsável da fazenda Tchicanda.
Wilson Costa que deu a informação ao Jornal de Angola, falou das múltiplas vantagens do uso da estufa, sobretudo em zonas com pouca água, pragas e geadas na época do cacimbo.
A fazenda Tchicanda tem a funcionar uma estufa com couve, repolho, tomate e cebola. Muitos empresários agrícolas já manifestaram vontade de montar estufas idênticas nas suas propriedades agrícolas. 
Os agricultores foram informados sobre a montagem das estufas, métodos de rega, periodicidade do desenvolvimento das plantas e critérios a utilizar durante o processo de preparação de solos. Wilson Costa sublinhou que os produtores aprovaram o sistema e fizeram encomendas de estufas. 
Wilson Costa explicou que a lavoura no sistema de estufa é benéfica para os produtores, por dispensar o uso permanente de pesticidas e outras drogas necessários para a eliminação de pregas.
“Montámos na Humpata estufas compatíveis com o desenvolvimento saudável das hortaliças, permitindo o aumento da qualidade dos frutos, a quantidade das colheitas e os rendimentos”, disse. 
A utilização de estufas tem como vantagens a realização do cultivo sem a preocupação de determinar a época, eliminação das pragas que danificam ou atrasam a boa evolução das plantas e dos frutos e reduz consideravelmente a quantidade de água usada para rega.
Wilson Costa explicou que com a estufa os raios solares não interferem directamente na vida das plantas. Isto permite poupar a água e a vedação do espaço desvia de forma natural as pragas, dispensando o uso permanente de pesticidas.
A fazenda Tchicanda fornece as estufas, faz a montagem e a a manutenção. Há estufas que vão dos 65 aos 300 metros quadrados. Os interessados podem ver o material na comuna da Palanca. 
Para o agricultor João Cangombe, o sistema de estufa é inovador e útil à actividade agrícola. Vai montar estufas numa área de um hectare e se os resultados forem satisfatórios, cria novos espaços agrícolas com estufas. “Os homens do campo possuem agora uma nova ferramenta para ajudar a desenvolver agricultura”, disse.
Armazenamento e conservação                       
As câmaras frigorificas em funcionamento nos municípios da Humpata e Matala e as obras de construção e montagem de novos sistemas de frio e silos, em várias zonas da província da Huíla, foram elogiado pelos produtores porque evitam a deterioração dos produtos do campo. 
Francisco António, um produtor do perímetro irrigado da Matala, disse que os novos sistemas de conservação e armazenamento vão aliviar as preocupações de deterioração dos produtos hortícolas.  O Jornal de Angola apurou que a Sociedade de Desenvolvimento da Matala investiu na aquisição de equipamento e na instalação da câmara frigorifica, projectada para conservar 1.800 toneladas, facto que eleva a capacidade de conservação para 2.300 toneladas.
A Sociedade de Desenvolvimento da Matala investiu na construção de três silos e na montagem de equipamento moderno, um projecto orçado em sete milhões de euros, disponibilizados por uma linha de crédito da Espanha. As obras estão neste momento em fase de acabamento.
 
Silos para cereais

A rede de armazenamento de cereais na Huíla está a ser estruturada, desde o ano passado. O Governo Provincial está a construir seis silos com capacidade para armazenar 12 mil toneladas, nos municípios da Matala, Caconda, Chicomba e Cuvango. Os pontos de armazenamento de cereais (milho, massango e massambala) são apetrechados com equipamentos sofisticados para a selecção, seca, tratamento e conservação de alimentos por um período de 30 anos. Consta das acções do Governo Provincial a recuperação dos antigos colonatos e infra-estruturas agrárias. 
O comerciante de cereais Carlos Viponde considera a criação de silos em vários pontos da província da Huíla uma acção positiva para a comercialização, principalmente de milho, por determinar quais as zonas de venda do produto e desencorajar a especulação nos preços. “É motivo de satisfação para os comerciantes a criação do sistema”.
“Sem armazéns para concentrar os cereais, temos de percorrer vários mercados informais para fazer a prospecção dos preços, as quantidades existentes, para depois comprar e darranjar transporte. Os silos vão definir os locais de venda e fixar preços”, disse.

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