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Agricultura urbana ajuda segurança alimentar

André Amaro|Lubango

O cultivo de algumas espécies agrícolas nas zonas urbanas foi definido pelos especialistas em questões agrárias como uma alternativa para garantir a segurança alimentar e minimizar os efeitos da fome e da pobreza das famílias nas cidades.

Efeitos da fome e da pobreza sobre as famílias podem ser atenuados com o cultivo de espécies agrícolas nas zonas urbanas
Fotografia: Jornal de Angola

 
O cultivo de algumas espécies agrícolas nas zonas urbanas foi definido pelos especialistas em questões agrárias como uma alternativa para garantir a segurança alimentar e minimizar os efeitos da fome e da pobreza das famílias nas cidades.
Esta abordagem foi feita num seminário internacional subordinado ao tema “Agricultura urbana e segurança alimentar”, que juntou, quarta-feira, na cidade do Lubango, técnicos portugueses e activistas de Organizações da Sociedade Civil.
O seminário, promovido pela administração municipal do Lubango, em parceria com a Associação para o Desenvolvimento Rural e Ambiental (ADRA), visou encontrar soluções para despertar as famílias em extrema pobreza sobre a importância desta actividade.
Durante o seminário foram abordados temas como “agricultura urbana, segurança alimentar e acesso à terra nos centros urbanos”, “agricultura urbana, da teoria à prática”, “contributo da educação para o desenvolvimento da agricultura urbana sustentável” e “gestão da água e da matéria orgânica em agricultura urbana”.
O representante da administração municipal do Lubango para o sector da agricultura, Francisco da Silva, disse que o seminário foi proveitoso, na medida em que permitiu colher experiências para implementar o projecto da agriculta urbana.
Francisco da Silva informou que no âmbito das novas urbanizações a administração do Lubango está a atribuir parcelas de terrenos, com mil metros quadrados, de forma que as famílias tenham espaço para construir a moradia, fazer uma horta e criar animais de pequeno porte.
A nível da sede da província da Huíla temos terras, clima favorável, água para que as populações possam praticar agricultura urbana e assegurar o fornecimento de hortícolas e frutícolas, sublinhou.
O seminário contou com o contributo de professores da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), Centro de Estudos em Recursos Naturais, Ambientais e Sociedade (CERNAS) e Associação para o Desenvolvimento e Cooperação (ACTUAR).

Vantagens

Para a representante da ADRA na Huíla, Maria Soma, a agricultura urbana traz grandes vantagens no acesso aos produtos vegetais, melhoria da dieta alimentar das famílias e criação de espaços verdes.
“A questão ambiental, o reordenamento do espaço, a criação dos espaços verdes e utilização de resíduos orgânicos para adubação, que é fundamental para o ambiente, são outras vantagens”, disse.
Frisou que, há um tempo atrás, a couve, repolho, alface, cebola, cenoura, alho, tomate e outras produtos consumidos nos centros urbanos eram produzidos pelas famílias nas suas hortas, mas hoje esta prática está a desaparecer, por isso urge reactivá-la.
Maria Soma, que facilitou o tema “ agricultura urbanística em Angola”, disse que esta prática contribuiu para a produção de alimentos em quantidade e qualidade e a criação da cintura verde, que garantem equilíbrio do meio ambiente.
 

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