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Água chega a milhares de habitantes da Huíla

Estanislau Costa | Lubango

Mais de 600 mil pessoas das zonas rurais e urbanas da província da Huíla passam a consumir água potável, fruto da materialização do Programa Água para Todos, que instalou nas áreas habitadas, vários sistemas de captação e distribuição.

Melhoramento do abastecimento da água resultou da execução do projecto de substituição da rede de distribuição concebida há anos
Fotografia: Arimateia Baptista| Lubango

Nos municípios mais afectados pela estiagem prolongada, como Gambos, Chibia, Quipungo, Quilengues e Lubango, além dos sistemas de captação, tratamento e distribuição, foram construídos bebedouros e chimpacas nas zonas onde os criadores tradicionais apascentam o gado.
O governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, ao fazer o balanço de 2014, considerou positiva a execução dos projectos, fundamentalmente nos sectores das Águas, Saúde e Energia.
João Marcelino Tyipinge  agradeceu a colaboração dos membros do Governo Provincial, igrejas e sociedade civil, apelando a todos para estarem disponíveis a tempo integral para os desafios de 2015.
O Plano Director de Águas da Cidade do Lubango, sede da província da Huíla, contemplou 3.500 famílias residentes nos bairros Comandante Cowboy, Comandante Nzagi, Lage e Sofrio.
Estes melhoramentos resultam da execução do projecto que visa a substituição da antiga rede de distribuição, concebida na época colonial para atender apenas 30 mil pessoas. As obras iniciadas há dois anos esventraram durante o ano de 2014, várias avenidas da cidade do Lubango, provocando constrangimentos ao trânsito. O mau estar criado começa a ser compensado com a colocação de asfalto nas valas onde foram instaladas as novas tubagens, contadores nos domicílios, sistemas de abastecimento de água aos bombeiros ao longo das ruas do Lubango.
O governador da Huíla informou que o projecto, apoiado pela Alemnha, orçou em 90 milhões de Euros.  O director Provincial da Energia e Águas, Abel João da Costa, disse ao Jornal de Angola que o projecto está praticamente concluído e vai levar a água à população do casco urbano e da periferia.

 Equipamentos nas missões

As missões católicas, históricas na formação de quadros em quantidade e qualidade, contam com novas infra-estruturas de impacto social para assegurar o processo de ensino, formação técnica e profissional, distribuição de alimentos e e vestuário as crianças e jovens. A construção e apetrecho de escolas e lares está a beneficiar a 500 crianças vulneráveis e jovens, sob cuidados de quatro missões da igreja Católica da província da Huíla. Os imóveis custaram ao Estado mais de 100 milhões de Kwanzas.
 Entre os empreendimentos colocados à disposição dos missionários, constam internatos femininos e masculinos das missões Católica do Sendi, no município do Quipungo, com capacidade para 69 crianças e da Vila da Ponte, no Cuvango, projectada para 74 crianças.
  Constam ainda os internatos femininos e masculinos da missão Católica de São Carlos Luanga, na comuna de Ngola, em Caluquembe, o lar feminino das Irmãs Teresianas e o Centro de Apoio à Criança Estudante, no bairro da Mitcha, arredores da cidade do Lubango. Os três infantários têm 398 crianças e possuem refeitórios, dormitórios, salas de aulas, parques de recreio e lazer.
 
Novas escolas

 A execução do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza favoreceu a construção de um número considerável de salas de aulas, nos 14 municípios da província da Huíla, permitindo o aumento da capacidade de inserção de crianças em idade escolar.
 Marcou o ano lectivo que está prestes a findar, a entrega da escola do ensino primário do primeiro ciclo com capacidade para 540 alunos, no sector do Gando, comuna de Ngola, município de Caluquembe, por fazer com que os alunos deixassem de estudar debaixo das árvores. Agora vão receberas aulas em melhores condições.
No local foi construído uma casa do tipo T3 para acomodar os professores e um sistema de captação e distribuição de água potável para servir acima de 20 mil populares da localidade.  Na sede de Caluquembe foi lançada a primeira pedra para a construção de uma escola de 24 salas de aulas, projectada para albergar 1.880 alunos.

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