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Água potável jorra no Kavango

Estanislau Costa e João Katombela | Kuvango

A construção e reparação do sistema de captação e da rede de distribuição de água potável da sede do município do Kuvango, situado a 400 quilómetros a leste da cidade do Lubango, vai abastecer três mil pessoas e reduzir o contágio de doenças causado pelo consumo de água imprópria.

Os beneficiários estão satisfeitos por terem o chafariz próximo de casa
Fotografia: Arimatéia Baptista|Lubango

A construção e reparação do sistema de captação e da rede de distribuição de água potável da sede do município do Kuvango, situado a 400 quilómetros a leste da cidade do Lubango, vai abastecer três mil pessoas e reduzir o contágio de doenças causado pelo consumo de água imprópria.
As obras, a cargo da construtora Selagrup, ficam concluídas no princípio do próximo mês, altura em que um número considerável de casas passará a usufruir de água potável. A empreitada enquadra-se no Programa de Investimentos Públicos do governo provincial da Huíla.
A reparação da rede consistiu na escavação de dezenas de quilómetros da nova conduta em vários sítios da vila, substituição da tubagem de fibrocimento por outra de PVC, canalização ao domicílio, entre outros aspectos.
O encarregado de obras da construtora, António Catchissapa, explicou ao Jornal de Angola que a primeira fase do projecto incidiu na reabilitação completa do sistema de captação de água, montagem de motobombas, elevação da sua capacidade e construção de um reservatório com capacidade para 220 mil litros.
A acção abrangeu também a construção de fontanários apetrechados com bombas manuais, lavandarias, entre outras condições para servir os habitantes de diversos bairros da sede, sobretudo no processo de manutenção da higiene do vestuário ou acarretar água.
Criadas as condições de captação de água em quantidade suficiente, reservatórios e distribuição, no dizer do encarregado de obras, as atenções estão agora centradas na canalização das casas, onde está projectada a instalação em toda vila de mais de 200 torneiras.
O programa “Água para Todos”, de iniciativa presidencial e com execução desde 2007, torna cada vez mais abrangente o consumo de água potável às populações das zonas urbanas e suburbanas da província da Huíla, tendo para o efeito erguido mais de 202 sistemas de captação e distribuição, e apetrechado lavandarias.
Na província da Huíla, a concretização do projecto, que envolveu o governo e empresas especializadas privadas, permitiu fazer chegar a água potável a 416.476 pessoas, número que motiva os executores da acção a prosseguir com a implementação de novos sistemas de captação e distribuição.
O director provincial de Energia e Águas, Abel Costa, afirmou, aquando da realização do encontro provincial sobre “Implementação dos Programas Municipais Integrados de Desenvolvimento e Combate a Pobreza”, que 24 pequenos sistemas de abastecimento de água serão construídos este ano.
Abel Costa destacou a importância do programa no aumento da oferta de água às populações residentes nas zonas rurais, tendo especificado que, dos sistemas previstos, 15 são de âmbito central e nove do governo local. Está também programada a construção e reabilitação de cerca de 350 furos ou pontos de abastecimento.
Com a concretização dos programas agendados para este ano, a direcção provincial de Energia e Águas calcula que eles irão contemplar, até 2012, cerca de 95 mil pessoas em diversas localidades. “Estamos empenhados em tornar a água potável cada vez mais próxima da população residente, em todos os pontos da província”, disse.

  Ngalangue  e Vicungo

Ngalangue e Vicungo são duas comunas do município do Kuvango nas quais já existem chafarizes com água potável, desde finais do ano passado.
 Os sistemas de captação e distribuição erguidos abrangem 7.500 pessoas.
Os beneficiários elogiaram a criação e concretização do programa “Água para Todos”, por colocar próximo das casas dos bairros, aldeias e zonas mais recônditas, a água. “O governo deve continuar com a abertura de furos e construção de chafarizes”, afirmaram.
As famílias beneficiárias de Ngalangue e Vicungo não medem esforços para preservar a área onde estão instalados os sistemas de captação e zelar pela manutenção de todo o equipamento.
“A partir das 18h00, o chafariz, com boa vedação, fecha, para impedir que as pessoas de má fé estraguem os meios”, disse João Neto, responsável da obra, explicando que os beneficiários comparticipam com um valor simbólico durante o consumo. “O dinheiro arrecadado serve para manutenção dos sistemas, adquirir peças sobresselentes e manter a longevidade dos fontanários”.

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