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Água potável nas torneiras da Chicomba

André Amaro|Lubango

A construção de sistemas de captação e distribuição de água, no quadro do “Programa Água para Todos”, no município de Chicomba, vai melhorar o abastecimento do produto e saneamento básico a mais de 30 mil pessoas.

População deixou de percorrer longas distâncias em busca de água para o consumo
Fotografia: Jornal de Angola

A construção de sistemas de captação e distribuição de água, no quadro do “Programa Água para Todos”, no município de Chicomba, vai melhorar o abastecimento do produto e saneamento básico a mais de 30 mil pessoas.
A administradora municipal de Chicomba, Lúcia Francisca, disse ao Jornal de Angola que o programa contempla as zonas rurais de Cutenda, Lobongue, Quê e a sede do município, tidas como áreas mais necessitadas.
“Estamos empenhados em tornar a água mais acessível à população e evitar que percorram longas distâncias para acarretar ou retirarem-na em locais duvidosos”, disse a administradora, para sublinhar que campanhas de sensibilização são feitas no sentido de as pessoas deixarem de usar água imprópria para o consumo humano.
A execução do projecto, financiado pelo Programa de Intervenção Municipal (PIM), conta já com vinte furos equipados com bombas manuais, dos quais seis possuem lavandarias comunitárias, para as pessoas cuidarem da higiene corporal, lavagem do vestuário e outros fins.
Lúcia Francisco sublinhou que a aposta na construção de sistemas de captação e abastecimento de água constitui uma das prioridades da administração municipal, à medida que previne o contágio de doenças, melhora a saúde das pessoas e torna saudável o crescimento das crianças.
Os habitantes de Chicomba, informou a administradora, já beneficiam das benesses do consumo de água potável há três anos, com a redução considerável de casos de doenças como cólera, diarreias agudas, infecções da pele e outras.
O município de Chicomba, 260 quilómetros a Leste da cidade do Lubango, possui uma população estimada em 110.420 habitantes, que se dedicam fundamentalmente à agro-pecuária.

Fábrica incentiva produção de tomate

A instalação de uma fábrica de concentrado e processamento de tomate na comuna de Capelongo, município da Matala, vai incentivar a produção ao longo do perímetro irrigado.
Com uma linha de produção, a unidade terá a capacidade de seis toneladas por hora e será sustentada pelos agricultores do município da Matala e outros produtores da região, que tem dificuldades de escoar os seus produtos.
O projecto, que está em fase de acabamento, é de iniciativa da Sociedade de Desenvolvimento da Matala (SODEMAT), que visa fomentar a produção de tomate e absorver as quantidades consideráveis do produto existentes no Kuvango e Jamba Mineira.
O director Comercial da SODEMAT, João Cavete, informou que o empreendimento está orçado em 801 milhões de kwanzas, financiados pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) e comparticipação de 10 por cento da sociedade.
João Cavete esclareceu que os trabalhos de montagem dos equipamentos estão em 90 por cento e prevêem inaugurar a fábrica no decorrer do mês de Setembro.
O secretário da cooperativa da Baixa de Capelongo, João Rodrigues, disse que os agricultores estão motivados em produzir quantidades de tomate para garantir o funcionamento regular da nova fábrica.
“Nós temos capacidade para produzir as quantidades de tomate que a fábrica necessita, mas para tal é necessário que os proprietárias garantam o pagamento pontual da produção”, salientou. Para João Rodrigues, o projecto terá os resultados preconizados caso a direcção da fábrica apoie os produtores com sementes, fertilizantes, água permanente e assistência técnica.
A entrada em funcionamento da fábrica vai permitir a criação de 40 postos de trabalho directos, nas categorias de electricistas, mecânicos, técnicos de laboratórios e administrativos, assim como o envolvimento indirecto de 400 agricultores.

Sistema de bombagem

Um sistema de bombagem eléctrica de água está a ser instalado em Calongo, na comuna de Capelongo, para auxiliar o perímetro de irrigação da Matala na época seca. O sistema vai bombear cinco metros cúbicos de água por hora, para irrigar uma área de 1.500 hectares de terras cultivadas e melhorar a produção agrícola.
De acordo com o presidente do Conselho da SODEMAT, Arsénio Salvaterra, os trabalhos de montagem dos motores e tubagem, numa extensão de 40 quilómetros, estão em fase adiantada.
Arsénio Salvaterra informou que o projecto é financiado pela Sociedade dos Perímetros Irrigados de Angola (SOPIR) e a previsão para conclusão da obra está para o mês de Julho, antes da inauguração da fábrica de tomate.
Com a entrada em funcionamento deste sistema, os agricultores deixam de depender das águas das chuvas para produzirem e poderão fazê-lo em todas as épocas do ano sem qualquer problema, frisou.
Explicou que o sistema de bombagem está a ser instalado não apenas para assegurar a produção de tomate, mas também de outros produtos como batata, cebola, alho, cenoura e frutas.

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