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Alunos com necessidades especiais precisam de mais apoio nas escolas

Domingos Macuta| Lubango

Actores sociais e agentes do sector da Educação recomendaram na segunda-feira, no Lubango, a criação de condições nas escolas dos diferentes níveis de ensino e aprendizagem da região Sul para promover a inclusão de pessoas com necessidades especiais.

Agentes da Educação defendem a criação de condições para promover a inclusão no ensino de pessoas com necessidades especiais
Fotografia: Jornal de Angola

Actores sociais e agentes do sector da Educação recomendaram na segunda-feira, no Lubango, a criação de condições nas escolas dos diferentes níveis de ensino e aprendizagem da região Sul para promover a inclusão de pessoas com necessidades especiais.
Esta foi uma das recomendações saídas do I Fórum Regional Centro-Sul, promovido pela Rede de Educação para Todos (EPT), sob o lema “Educação e desenvolvimento”, numa actividade em que participaram 40 agentes das províncias do Kuanza-Sul, Namibe, Benguela, Bié, Huambo, Cunene e Huíla.
Os agentes da Educação consideraram que a falta de material adaptado às necessidades de pessoas com deficiência e de professores especializados limita o ingresso deste grupo às instituições do ensino de base, médio e superior.
Por isso, recomendaram também a criação de mais espaços de diálogo nas províncias, municípios e comunas para a concertação e definição de estratégias que visam a melhoria da qualidade do sistema de ensino.
Estas estratégias a nível das comunidades devem incluir as comissões de pais e encarregados de educação, fóruns e jangos comunitários, salientam os participantes no fórum. Também recomendaram um maior intercâmbio inter provincial, municipal e comunal, mais envolvimento da sociedade civil nos conselhos de auscultação social e um reforço da divulgação dos assuntos relacionados com a educação.
É preciso dar sequência ao projecto de distribuição da merenda nas escolas públicas, sobretudo nas localizadas em zonas rurais e suburbanas, por concentrarem um maior número de famílias desfavorecidas. Concluíram que a construção de equipamentos escolares nos municípios, comunas e aldeias permitiu a inserção de mais crianças no sistema de ensino e incentivaram o Executivo a continuar a erguer mais escolas e internatos com características de acessibilidade para pessoas portadoras de deficiência.
Recomendaram também ao Ministério da Educação a criação de condições de pagamento condigno, uniformizado e pontual dos  salários aos professores e a conjugar esforços junto das organizações da sociedade civil, para propor soluções dos problemas que ainda existem no sector.Os participantes defenderam uma maior atenção às minorias étnicas e transparência na selecção dos agentes que pretendem ingressar no sector, dando sempre prioridade aos quadros locais, e incentivar o subsídio de isolamento para os quadros das zonas mais recônditas.

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