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Alunos de instituto agrário frequentam curso no Brasil

Arão Martins| Lubango

Os finalistas do Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro, município da Humpata, vão poder frequentar, a partir do próximo ano, o ensino superior em ciências agrárias, no Brasil, segundo um acordo rubricado esta semana entre o governo da Huíla e a Associação brasileira dos criadores de Zebu e da Cooperativa dos Criadores de Gado do Sul de Angola.

Os finalistas do Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro, município da Humpata, vão poder frequentar, a partir do próximo ano, o ensino superior em ciências agrárias, no Brasil, segundo um acordo rubricado esta semana entre o governo da Huíla e a Associação brasileira dos criadores de Zebu e da Cooperativa dos Criadores de Gado do Sul de Angola.
O director-geral da Cooperativa, Álvaro Fernandes, disse, durante a assinatura do acordo, também extensivo aos estudantes da Universidade Privada de Angola (UPRA), na Huíla, que o mesmo vai permitir aperfeiçoar a capacidade humana na área da agropecuária na província, em particular, e do país, em geral.
Explicou que a acção está dividida em cinco, designadamente a programação de imersão prática para profissionais de campo, convénio para a realização de estágios curriculares e extracurriculares, programa de bolsas para alunos de graduação e pós graduação e oferta de cursos de aperfeiçoamento, formação e extensão.
Álvaro Fernandes referiu que foram viabilizadas opções de estágio curricular e extra-curricular para alunos de graduação de instituições do Ensino Superior de Angola na FAZU (Faculdade associados da Uberaba), mediante cumprimento específico do regulamento previsto para os respectivos estágios.
“O convénio celebrado visa uma colaboração interdisciplinar com o propósito de serem realizados acordos que proporcionem oportunidades aos alunos de ciências agrárias na Huíla e a todos os agentes agropecuários, para melhorarem os seus conhecimentos e aptidões”, disse.
O presidente da Agro-Exporte do Brasil, Sílvio de Castro Cunha, informou que numa primeira fase estão disponíveis 10 vagas para os cinco cursos solicitados. “Não adianta termos disponibilidade de vacinas e equipamentos aqui, para vender, se não tivermos técnicos hábeis para as utilizar”, referiu, acrescentando que a aposta no homem é importante, pois vai permitir personalizar os técnicos no uso das tecnologias. “É isso que pretendemos”, disse.

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