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Ampliação vai aumentar capacidade de resposta

Arão Martins | Lubango

O Hospital Sanatório do Lubango vai aumentar a capacidade de internamento de 50 para 120 pacientes, com as obras de ampliação e reabilitação que estão a ser executadas pelo governo da Huíla.

O Hospital Sanatório do Lubango vai aumentar a capacidade de internamento de 50 para 120 pacientes, com as obras de ampliação e reabilitação que estão a ser executadas pelo governo da Huíla.
O anúncio foi feito, na passada quinta-feira, pelo director provincial da Saúde, Bernabé Lemos, no final de uma visita que o governador provincial, Isaac Maria dos Anjos, efectuou àquela unidade hospitalar.
Bernabé Lemos disse que a capacidade do hospital é de 50 pacientes, mas, devido à procura, interna 80. Os pacientes são oriundos das províncias do Namíbe, Benguela, Cunene e Kuando Kubango e no hospital trabalham 111 enfermeiros e três médicos.
No entanto, segundo o director provincial, o corpo clínico vai ser reforçado no decurso deste ano com a admissão de novos técnicos.
“Dada a escassez de camas, foi criado um projecto de reabilitação e ampliação do Hospital Sanatório do Lubango, a ser executado nos próximos tempos”. Sem adiantar os valores a serem empregues na empreitada, Bernabé Lemos disse apenas que além da reabilitação do hospital vai ser recuperado o antigo dispensário, onde vão funcionar os serviços de laboratório, Raio-X e enfermarias para homens e mulheres.
Adiantou ainda que enquanto durarem as obras, os serviços do hospital vão ser feitos provisoriamente em instalações a indicar.

Mortes no hospital

Ao todo, 81 pessoas morreram entre Janeiro e Abril, no Hospital Sanatório do Lubango, vítimas de tuberculose.
A informação foi prestada ao Jornal de Angola pela directora daquela unidade hospitalar, Francisca de Carvalho, explicando que a busca tardia de tratamento médico e o não comprimento da medicação sãos as principais causas de morte.
A média de atendimento diária é de 70 pacientes e segundo a enfermeira explicou a acomodação dos doentes é feita em condições pouco dignas, dada a degradação do edifício. “A rede de esgotos e as casas de banho estão inoperantes, o que tem causado sérios constrangimentos”, disse.

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