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Áreas do hospital do Lubango encerradas por falta de técnicos

Arão Martins | Lubango

A falta de técnicos, principalmente de médicos e paramédicos, provocou o encerramento de algumas áreas de especialidade, no hospital central do Lubango.

A falta de técnicos, principalmente de médicos e paramédicos, provocou o encerramento de algumas áreas de especialidade, no hospital central do Lubango.
A informação foi avançada pelo director provincial da Saúde da Huíla, Bernabé Lemos.
Segundo o director provincial da saúde, que falava num encontro de troca de experiência entre ortopedistas angolanos e italianos, o hospital regista um défice de cerca de 300 trabalhadores.
Bernabé Lemos disse ainda que a unidade hospitalar possui 747 profissionais, dos quais 8,2 por cento são médicos e 44,7 por cento enfermeiros. A instituição não possui serviços gerais de pediatria e de ginecologia obstétrica.
O director da Saúde na província da Huíla disse que a malária, as hepatites, a tuberculose, que dominam em cerca de 60 por cento os casos, são as doenças que mais preocupam os responsáveis daquela unidade clínica.
Bernabé Lemos disse que a capacidade de atendimento do hospital central do Lubango foi elevada de 9 para 19 serviços, fruto da reabilitação e ampliação que a instituição beneficiou há cerca de dois anos. Nesta altura, acrescentou, a unidade conta, entre outros, com os serviços de medicina interna, maxolofaciaste, matologia, oftalmologia, anatomia patológica.

Italianos satisfeitos

Os médicos italianos que visitam a província da Huíla, durante sete dias, estão impressionados com o nível de modernização do hospital central do Lubango, da qualidade de atendimento e de serviços prestados à população.
Com capacidade para 520 camas, o hospital é uma das unidades de referência na região Sul, tendo em conta que costuma receber também pacientes provenientes de províncias como o Namibe, Cunene e Kuando-Kubango.
Depois de o director clínico, Henrique Chipenda, explicar pormenores sobre o estado actual do hospital central, o médico italiano Parruti, especializado em ortopedia, sublinhou que a unidade tem objectivos bem definidos e prima por uma medicina humanizada, moderna e especializada.
O italiano reconheceu igualmente que a unidade tem visão para ser transformado num centro clínico-docente da região Sul, tendo garantido, por outro lado, que a cooperação entre as partes vai colmatar a falta de serviços e pessoal médico.

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