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Aumenta a gravidez na adolescência

Nicolau Vasco | Menongue

As autoridades sanitárias do Kuando-Kubango confessaram estar preocupadas com o aumento de casos de adolescentes com idades inferiores a 17 anos grávidas, assistidas nos últimos meses na maternidade provincial.

A maternidade necessita de uma ambulância e a instalação de um serviço de hemoterapia
Fotografia: Nicolau Vasco | Menongue

As autoridades sanitárias do Kuando-Kubango confessaram estar preocupadas com o aumento de casos de adolescentes com idades inferiores a 17 anos grávidas, assistidas nos últimos meses na maternidade provincial.
A administradora da maternidade, Ondina Chiaca, revelou, em Menongue, que a nova unidade sanitária, inaugurada em Novembro do ano passado, assiste diariamente uma média de 20 meninas, ainda não preparadas para serem mães.
Por isso, aconselhou as mulheres a fazerem consultas com regularidade, desde o primeiro até ao nono mês de gravidez, com vista a receberem orientações pré-natais, para prevenir este tipo de casos, as doenças sexualmente transmissíveis e tétano, entre outras enfermidades.No que se refere ao atendimento, disse que foram realizadas, durante os últimos cinco meses, 5.247 consultas pré-natais, das quais 2.657 mereceram tratamentos ambulatórios e 2.590 resultaram em internamento. Desde que foi inaugurada, a maternidade já assistiu a um total de 3.406 partos.
Dos partos realizados, 2.962 bebés nasceram normalmente, 156 foram prematuros e 188 por cesariana. Houve 18 nados mortos.
No período em balanço, a maternidade registou ainda sete casos de morte materna em consequência de partos ocorridos fora do sistema sanitário, o que leva Ondina Chiaca a lamentar o facto de muitas mulheres ainda insistirem na procura de serviços duvidosos, apesar de terem consciência dos riscos que correm.
A administradora explicou que a falta de consultas pré-natais, a intoxicação de medicamentos, hepatite aguda, malária, anemia, hemorragia e rotura do útero são outros casos que têm provocado abortos e mortes maternas, principalmente entre adolescentes entre os 14 e os 17 anos.Neste momento, a maternidade funciona apenas com cerca de 70 funcionários, dos quais apenas três médicos ginecologistas, que contam com o apoio de enfermeiros, pessoal administrativos e de base. Para colmatar essas dificuldades, a instituição necessita de pelo menos mais 50 técnicos, entre médicos e enfermeiros.
A maternidade necessita ainda de uma ambulância e da instalação de serviços de hemoterapia (banco de sangue),  para permitir a  conservação deste produto e facilitar o transporte dos pacientes. A maternidade, que tem uma capacidade de internamento de 35 camas, atende diariamente uma média de 100 pacientes .

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