Províncias

Aumenta na Matala produção de batata

Estanislau Costa

Os pequenos e grandes agricultores associados em diversas cooperativas com terras aráveis ao longo do perímetro irrigado da Matala, na Huíla, têm a previsão de colher, este semestre, mais de sete mil toneladas de batata rena, anunciou o presidente da Sociedade de Desenvolvimento da Matala, Arsénio Salvaterra.

O propósito desta acção é fomentar o cultivo no seio dos agricultores e explorar as zonas aráveis beneficiárias da água do perímetro
Fotografia: Arimateia Baptista

Os pequenos e grandes agricultores associados em diversas cooperativas com terras aráveis ao longo do perímetro irrigado da Matala, na Huíla, vão colher, este semestre, mais de sete mil toneladas de batata rena, disse o presidente do Conselho de Administração da Sociedade de Desenvolvimento da Matala (SODEMAT).
Arsénio Salvaterra adiantou que os 450 produtores filiados em sete cooperativas, com enormes espaços cultiváveis, estão a lavrar mais de 400 hectares de terras para o efeito. Os agricultores trabalham com afinco na plantação, pulverização e irrigação constante da batata rena, uma vez que a quantidade de água transportada pelo extenso canal os deixa tranquilos, por permitir irrigar as culturas em todo o período de sequeiro.
O Jornal de Angola apurou que a construção e montagem de câmaras frigoríficas, com capacidade para conservar 1.800 toneladas, orçadas em 250 milhões de kwanzas, e o bom estado da câmara de frio antiga, com capacidade para 500 toneladas de produtos, deixa-os mais aliviado.
Os maiores produtores de batata rena do município consideraram que “as preocupações relacionadas com a deterioração dos produtos hortícolas e da batata vão reduzir substancialmente, com o surgimento de mais uma câmara frigorífica capaz de conservar quantidades enormes”.
João Fernandes, agricultor, afirmou que o complexo de frio da área produtiva da Matala tem agora condições para a conservação de alimentos que precisam de temperatura média e baixa, facto que satisfaz os anseios de todos.
Para armazenar quantidades consideráveis de cereais e assegurar a sua qualidade por longo tempo, a Sociedade de Desenvolvimento da Matala está a construir três silos e a montar equipamento moderno. As obras, a cargo de uma empresa especializada, decorrem a bom ritmo.Para a concretização do projecto, a SODEMAT desembolsou cerca de sete milhões de euros, através de uma linha de crédito da Espanha. Neste momento, encontra-se concluída a fábrica de tomate, aguardando apenas a matéria-prima. Foram empregues 281 milhões de kwanzas na aquisição e montagem de equipamento diverso e a unidade vai dar emprego a 45 operários, numa primeira fase, tendo capacidade para absorver e transformar, diariamente, seis toneladas de tomate, no mínimo.
As novas infra-estruturas, segundo Arsénio Salvaterra, visam corresponder às necessidades do pólo de desenvolvimento agrícola e industrial da Matala. 


Apoio aos agricultores
 


Mais de 460 camponeses associados nas sete cooperativas da Matala receberam sementes, instrumentos de trabalho, fertilizantes e gado para tracção animal, através do crédito de campanha concedido pelos três bancos comerciais, nomeadamente, Banco Sol, BCI e BPC. Os meios disponibilizados estão quantificados em mais de 108 milhões de kwanzas.
O Banco de Poupança e Crédito, que já financiou inputs agrícolas aos camponeses estimados em mais de 40 milhões de kwanzas, criou condições para atingir os quase 128 milhões de kwanzas.
As empresas fornecedoras dos meios agrícolas entregaram aos produtores de diversas associações do município, 90 toneladas de adubo e amónio, 500 latas de sementes de legumes, entre as quais cebola, repolho, couve e tomate.
 O pacote prescreve 15 toneladas de feijão e amendoim, assim como 120.600 quilos de alho. O crédito de campanha proporcionou ainda um total de 190.200 quilos de sementes de batata rena. O propósito desta acção é fomentar o cultivo no seio dos agricultores que, além dos campos de sequeiros, exploram as zonas aráveis beneficiárias da água do perímetro irrigado da Matala. Segundo dados da administração municipal, os agricultores receberam 1.017 cabeças de gado de tracção, 584 charruas e 79 motobombas, para alternar com os meios mecanizados e aumentar a irrigação dos campos cultivados, principalmente aqueles que se encontram distantes do perímetro. Para facilitar a preparação de terras virgens com meios mecanizados, de modo a tornar os novos espaços apropriados à actividade agrícola, o crédito de campanha financiou o desmatamento de 113 hectares de terra, em vários pontos do município.

Tempo

Multimédia