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Aumenta na província da Huíla número de vagas no ensino geral

Estanislau Costa | Lubango

Mais de 850 mil crianças vão frequentar as aulas, na província da Huíla, durante o ano lectivo 2017, fruto da construção de novas salas e da reabertura de estabelecimentos de ensino que estiveram encerrados por falta de professores.

Milhares de crianças na província da Huíla vão ser inseridas no próximo ano lectivo no sistema normal de ensino e aprendizagem
Fotografia: Arimateia Baptista | Edições Novembro

Encarregados de educação estão a sondar as escolas mais próximas para matricular os filhos, assim como a preparar o material didáctico e vestuário para o novo ano lectivo. O Jornal de Angola apurou que só na sede da província, Lubango, cerca de 222.990 crianças vão frequentar aulas no ensino geral e especial, facto que deixa tranquilo os encarregados de educação, por não existirem grandes dificuldades para acesso às vagas.
A direcção local da Educação, Ciência e Tecnologia controla um total de 1.679 escolas do ensino primário, 127 outras do I ciclo do ensino secundário, além de 36 instituições do II ciclo do ensino secundário e uma do ensino especial.
Mariana Ngueve preferiu matricular os quatro filhos na Escola da Missão Católica do Lubango, por ter gostado da organização do estabelecimento desde o momento da realização das matrículas. “Aqui, os pais chegam com os documentos necessários, aguardam pela sua vez e fazem a matrícula”.
Para este ano lectivo, pelo menos 92 inspectores formados e já distribuídos nos 14 municípios vão dar novo impulso na supervisão, controlo do desempenho e qualidade da actividade docente, do material auxiliar utilizado, na correcção de eventuais falhas e no cumprimento dos planos.
As autoridades tradicionais da região e membros de diversas congregações religiosas enalteceram o Executivo angolano pela implementação de diversos programas de impacto socioeconómico que permitiram erguer várias infra-estruturas, como escolas, postos de saúde e centros médicos, principalmente nas zonas rurais, que visam melhorar a qualidade de vida da população. />O Jornal de Angola constatou que nas comunas, povoações e outras zonas recônditas da província da Huíla é possível observar o funcionamento pleno de escolas, centros e postos médicos, sistemas de captação e distribuição de água potável, entre outros serviços que contribuem para o bem-estar da população. O soba António Calepe e o pastor Afonso Cambambe, da Igreja Evangélica destacaram a importância das recém-inauguradas escolas do primeiro e segundo ciclos, assim como o posto médico. “Hoje cada vez menos crianças vão às lavras ou pastar o gado com os pais, devido à distância e os riscos que corriam ao percorrerem longas distâncias até a escola mais próxima. É preciso agora criarem-se condições em comunidades da província da Huíla para a manutenção destes bens públicos”, disse o pastor Afonso Cambambe.

Estudo sobre abandono

Um estudo realizado pelo Centro de Investigação Científica do ISCED da Huíla concluiu que a ausência da merenda e de transportes apropriados para alunos contribuem para o abandono escolar, fraca assiduidade e desempenho das crianças.
Lê-se no documento final do estudo que o Jornal de Angola teve acesso, que outros factores que inibem o aprendizado dos alunos têm a ver com a morosidade no tratamento do processo de registo de nascimento e com as reprovações.
O estudo recomenda os encarregados de educação, tutores, professores e dirigentes escolares a serem mais proactivos no processo de acompanhamento das crianças, sobretudo as do ensino primário, assim como a desenvolverem acções que estimulam o gosto pela escola.

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