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Aumenta número de partos na maternidade do Lubango

Arão Martins| Lubango

A directora-geral da Maternidade Irene Neto, no Lubango, revelou, no fim-de-semana, que, em 2010, a unidade hospitalar assistiu a 12 mil partos, mais 500 do que no ano anterior.

Maternidade Lucrécia Paím tem prestado assistência a parturientes do país
Fotografia: Mota Ambrósio

A directora-geral da Maternidade Irene Neto, no Lubango, revelou, no fim-de-semana, que, em 2010, a unidade hospitalar assistiu a 12 mil partos, mais 500 do que no ano anterior.
Ana Feijó disse que o aumento do número de crianças nascidas na Maternidade resulta da realização das acções de acções nas comunidades sobre os cuidados maternos e infantis promovidos pela direcção de Saúde Pública.
“A população da província ganhou outra mentalidade. Fruto disso é a adesão de muitas mulheres, que antes realizavam partos em casa e agora recorrem aos serviços da Maternidade, o que é positivo não só para os bebés, como para a saúde das mães”, afirmou.
Os programas pré-natais que a direcção provincial tem desenvolvido nas sedes municipais, comunais, sectores e aldeias, sublinhou, têm ajudado na mudança da consciência das famílias. Para este ano, anunciou, constitui prioridade a aposta contínua na formação dos quadros, pois o atendimento humanizado exigido pelo Governo necessita de pessoal qualificado. Ana Feijó lamentou a falta de pessoal. A título de exemplo, disse que o organigrama da Maternidade prevê 632 trabalhadores, mas que o estabelecimento só tem 362, dos quais 16 médicos.
A directora revelou também que a Maternidade foi criada para ter 250 camas, mas que dispõe 165.
Outra preocupação manifestada pela directora-geral da Maternidade prende-se com a verba de um milhão de kwanzas de que o estabelecimento dispõe mensalmente. O Orçamento, queixou-se, é exíguo, a maternidade precisa paras as despesas correntes cerca de oito milhões de kwanzas.
 “O hospital não tem medicamentos, o que provoca enchentes de familiares à espera de qualquer necessidade das parturientes, sobretudo de reagentes”, queixou-se, declarando que o aumento da verba supria as necessidades.

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