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Autoridades preocupadas com os atrasos das obras

Arão Martins | Lubango Domingos Mucuta| Caluquembe

O administrador comunal de Galangue, município de Cuvango, na província da Huíla, Fernando Cativa, afirmou estar preocupado com o atraso que se verifica nas obras sociais, a cargo da empresa Autocajo.

Várias obras sociais entre escolas primárias e posto médico estão em construção na localidade para melhor servir a população
Fotografia: Arão Martins|Lubango

Entre os empreendimentos em construção, estão duas escolas, sendo uma do ensino primária com seis salas e outra do secundário do I ciclo com o mesmo número de salas, posto de saúde comunal, na sede, além de outros projectos no Chigungo.
O administrador comunal informou que as obras tiveram início em 2011, mas até ao momento ainda não estão concluídas. Devido ao atraso, há muita pressão por parte das autoridades tradicionais, membros do conselho de auscultação e concertação social, que pretendem saber a razão da morosidade.Fernando Cativa garante que as obras em curso foram pagas, e lamenta a posição da construtora em não honrar o compromisso até à presente data.
“Muito recentemente fomos obrigados a rescindir contrato com uma empresa à qual foi adjudicada a construção de uma escola e, neste momento, o apuramento da responsabilidade decorre os seus tramites legais”, disse. Na comuna já estão concluídas as obras de construção da nova esquadra da polícia, que deve ser inaugurado em breve. No quadro do Programa de Combate à Pobreza está em construção um mercado comunal, cujas obras decorrem a bom ritmo.  Estão igualmente em curso as obras de construção de um centro de saúde de referência, com 20 camas, que está a cargo da construtora Tuamutunga. Os trabalhos ficam concluídos em Novembro próximo.

Ano lectivo

O ano lectivo escolar decorre sem sobressaltos e 6.300 crianças estão matriculadas na comuna de Galangue. A localidade tem 144 aldeias, 12 regedorias e três sectores, onde ainda há crianças fora do sistema de ensino, número que pode ser reduzidas com a entrada em funcionamento de novas escolas. As aulas são garantidas por 170 professores.
 
Rede eléctrica


As ruas da vila de Caluquembe estão iluminadas e melhor ordenadas, depois da Administração Municipal ter adquirido um novo sistema de iluminação pública, que funciona com dois grupos geradores potentos.
A iluminação pública em Caluquembe, que custou cerca de 40,4 milhões de kwanzas, à luz do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e de Combate à Pobreza, vai ajudar a diminuir os casos de delinquência, que se registam sobretudo à noite. No total, foram montados 120 postos de iluminação.
Os moradores dos bairros vizinhos elogiaram a iniciativa da Administração Municipal e afirmaram que a energia é um dos bens mais importantes na vida do homem. O munícipes viviam às escuras e com muitas dificuldades de circulação, devido ao elevando índices de criminalidade.
O município está a crescer, devido aos vários investimentos que estão a ser feitos.
Há dias, foi instalado um centro emissor da Rádio Nacional de Angola, acoplado a uma redacção para manter melhor informados os munícipes.
O centro emissor da Rádio Nacional de Angola de Caluquembe, instalado nas traseiras da Administração Municipal, tem ainda uma área de produção.
O projecto está orçado em dois milhões de kwanzas e foi financiado pelo Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento e Combate à Pobreza.
O governador da província da Huíla, João Marcelino Tyipingue, foi o primeiro entrevistado e sublinhou que a rádio vai permitir a expansão do sinal da Huíla, para as zonas mais recônditas de Caluquembe.
O governador destacou a importância da rádio. “É um instrumento muito útil que chegou num bom momento.
Com o programa de extensão do sinal, vamos ter, nos próximos tempos, o sinal da rádio nos restantes municípios”, prometeu, ao mesmo tempo que realçou o baixo custo e acessibilidade com que as populações podem ter o sinal.

Tempo

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