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Autoridades sanitárias de Chipindo fazem campanhas de sensibilização

Arão Martins |Chipindo

As autoridades sanitárias do município de Chipindo, na província da Huíla, estão a promover uma série de campanhas de sensibilização e mobilização para os perigos da intoxicação por medicamentos tradicionais para o organismo humano.  

As autoridades sanitárias do município de Chipindo, na província da Huíla, estão a promover uma série de campanhas de sensibilização e mobilização para os perigos da intoxicação por medicamentos tradicionais para o organismo humano. O responsável da secção municipal de Saúde, Domingos Camunda, informou que as campanhas visam reduzir os casos de crianças, jovens e adultos que acorrem frequentemente às unidades hospitalares do município com complicações graves provocadas por intoxicação de medicamentos tradicionais. Domingos Camunda referiu que, apesar de Camuanha, Ndovala e Capembe serem as localidades que mais casos têm registado, as campanhas são extensivas a Sangueve, Tcheleca, Comassissa, Bambi e Bunjei.
O responsável acrescentou que muitos doentes apenas vão ao hospital depois de se aperceberem que os medicamentos tradicionais não estão a ajudar à sua recuperação. “Alguns casos têm sido fatais”, lamenta. Domingos Camunda disse estar ainda preocupado com os casos de má nutrição em crianças menores de um ano, provocada pelo facto de muitas mães desmamarem de forma precoce os bebés, ainda que sem condições para os alimentar bem. Os desmames precoces têm a ver, em grande medida, com a falta de hábito das famílias recorrerem ao planeamento familiar, razão pela qual muitas mulheres engravidam antes de passarem dois anos após o parto anterior.
Por isso, os responsáveis sanitários estão a envolver nas campanhas as autoridades tradicionais, para que estas possam sensibilizar as comunidades sobre a importância do planeamento familiar.
O Hospital Municipal de Chipindo atende pacientes das áreas de maternidade, pediatria, puericultura, nutrição, pré-natal e serviços do Programa Alargado de Vacinação (PAV), entre outros.
As doenças mais frequentes naquela unidade sanitária são a malária, as doenças diarreicas e respiratórias agudas.
O responsável da secção municipal da Saúde salientou que os serviços sanitários melhoraram consideravelmente, fruto de várias acções levadas a cabo pela administração municipal, como a manutenção dos equipamentos e disponibilidade de medicamentos. “Estamos a trabalhar para prestarmos um serviço personalisado.

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