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Barragem da Matala pronta para as obras

Domingos Mucuta | Matala

As imediações da barragem hidroeléctrica da Matala, na Huíla, estão prontas para o arranque das obras de reabilitação, após a desminagem de uma superfície de três hectares, garantiu esta semana ao Jornal de Angola, o administrador municipal.

Fissuras nas comportas e nas estruturas ameaçam provocar a ruína da hidroeléctrica
Fotografia: Domingos Mucuta | Matala

As imediações da barragem hidroeléctrica da Matala, na Huíla, estão prontas para o arranque das obras de reabilitação, após a desminagem de uma superfície de três hectares, garantiu esta semana ao Jornal de Angola, o administrador municipal.
Miguel Vicente afirmou que a área pretendida para a montagem dos estaleiros da empreiteira que ganhou o concurso e outras infra-estruturas para o curso normal das obras foi desminada, até finais de Junho, pela brigada das Forças Armadas Angolanas (FAA).
Um dos problemas apresentados pela empreiteira para a execução das obras, prendeu-se com as minas disseminadas nas redondezas da hidroeléctrica, sobretudo no terreno destinado à montagem dos equipamentos.
A primeira pedra para a reestruturação da infra-estrutura, construída nos anos 50, foi colocada há um ano, no quadro de um programa de reestruturação do empreendimento, traçado pelo Executivo angolano.
No entanto, só agora o município passou a ter as condições necessárias para que a empreitada comece sem constrangimento, ultrapassados que foram os problemas relacionados com as minas.
“O espaço já nos foi entregue há algumas semanas. Estamos neste momento à espera que a empresa vencedora do concurso se apresente para começar a mexer na barragem. Não tenho uma dada exacta para o arranque, porque esta é uma obra de âmbito central”, argumentou o administrador.
A barragem da Matala apresenta actualmente fissuras nas comportas e nas estruturas, que ameaçam provocar a ruína da hidroeléctrica.
Das três centrais existentes, apenas uma produz com limitações de energia eléctrica, que abastece as cidades do Lubango e do Namibe.
“O cenário exige uma intervenção urgente”, declarou o administrador do município.
A principal actividade da população é a agricultura, aproveitando o canal de irrigação de 42 quilómetros de extensão, alimentado pela água da barragem.

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