Províncias

Cacula carece de mais unidades sanitárias

Arão Martins | Lubango

O município de Cacula, na província da Huíla, precisa de cinco novas unidades hospitalares, para tratar localmente casos especializados, informou a administradora municipal, Carme Duarte.

População é aconselhada a procurar os hospitais logo após os primeiros sintomas de doença
Fotografia: Arão Martins | Edições Novembro

Segundo Carme Duarte, existem no município oito unidades sanitárias e há a necessidade de se construir, até 2022, cinco unidades hospitalares, incluindo um hospital de referência.
A administradora municipal da Cacula, que falava à margem da visita do grupo de acompanhamento do secretariado do Bureau Político do Comité Central do MPLA aos empreendimentos de impacto social, informou que no sector da Saúde ainda há insuficiência de pessoal técnico, incluindo médicos, além de unidades sanitárias.
“Apesar dos esforços que vêem sendo empreendidos, com o auxílio do Governo Provincial e Central ao nível das comunidades, ainda são sentidas muitas necessidades, com realce para a produção e distribuição de energia, apoio ao sector agro-pecuário e melhoria das vias de acesso”.
Carme Duarte informou que em algumas áreas foram realizadas acções ligadas aos sectores da Educação, que ainda carece de professores e de salas de aula.
Acrescentou que há também insuficiência no abastecimento de água potável, sem perder de vista a necessidade de expansão dos Serviços do Registo Civil para as comunas e a criação de condições para a emissão do Bilhete de Identidade.
“Muitas insuficiências prevalecem, por não ter sido posto em marcha qualquer programa concreto de reconstrução de Cacula, logo após a sua elevação à categoria de município”, disse.
A Administração deba-te-se ainda com a falta de infra-estruturas, sobretudo nas comunas, de meios de transporte e de condições de habitabilidade.
A administradora de Cacula salientou que existem no município 18 instituições de ensino, havendo a necessidade de, até 2020, serem construídas 25 escolas primárias, uma do segundo ciclo e outra técnico-profissional.
O município tem 3.449.075 quilómetros quadrados e 152.425 habitantes, conforme os dados do Censo Geral da População e Habitação, realizado em 2014.
Cacula faz fronteira com os municípios de Caluquem-be, Chicomba, Lubango, Quipungo, Quilengues e dista a 87 quilómetros a nordeste da cidade do Lubango, capital da província da Huíla.

Comissões de moradores

A administradora municipal de Cacula informou que estão constituídas 210 co-missões de moradores, no âmbito do Decreto Presidencial nº 208/17 de 22 de Setembro, sendo 94 na co-muna de Cacula, Viti-Vivali 60, Tchituto 11 e Tchikuakeia 45, envolvendo a população das respectivas circunscrições.
Referiu que os comités de vigilância comunitária existem e funcionam, ajudando a manter a tranquilidade pública.
A Administração Municipal de Cacula, acrescentou, envida esforços para ter nos seus serviços as novas Tecnologias de Informação e Comunicação, visando melhorar a prestação de serviços à população.
Segundo Carme Duarte, a população e os criadores de animais têm sido sensibilizados no sentido de aderirem às campanhas de vacinação.
Em relação às acções so-ciais, os apoios têm recaído aos grupos vulneráveis, designadamente doentes, idosos e viúvas.
Carme Maria Duarte in-formou que em 2011 Cacula foi elevada à categoria de município, por força da Lei 32/16 de 5 de Outubro, cujo propósito foi aproximar os serviços sociais básicos às populações.
“É preciso prestar maior atenção ao município de Ca-cula, com programas concretos, por ser um município novo e que nunca beneficiou de acções concretas para o seu desenvolvimento”, defendeu Carme Duarte, acrescentando que “a Administração Municipal de Cacula persegue o princípio da celeridade, eficácia e modernidade, com vista a melhorar a qualidade de vida dos munícipes”.

Tempo

Multimédia