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“Calcários da Huíla” aumentam a produção

João Luhaco | Lubango

A fabrica  “Calcários da Huíla” está a intensificar a sua produção, para fornecer  ao Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) uma encomenda de cerca de 500 toneladas de calcário dolomítico, para a correcção de solos, que serão incorporadas no chamado triângulo do milho, constituído pelos municípios de Caconda, Caluquembe, Tchipindo e Chicomba, no quadro da campanha agrícola 2017-2018, revelou ontem, ao Jornal de Angola, o sócio-gerente da unidade industrial, João Teixeira.

Projecto prevê o aumento dos níveis de produtividade
Fotografia: Nilo Mateus | Edições Novembro

“Foi-nos solicitada pelo IDA uma encomenda de 500 toneladas de calcário dolomítico para entregarmos antes da intensidade  das chuvas, que serão incorporadas na correcção dos solos na presente campanha agrícola, nos municípios de  Caconda e Caluquembe. Os equipamentos que temos encontram-se em bom estado técnico e neste momento estamos a incrementar  a nossa produção, para honrarmos com este fornecimento”, assegurou.
Segundo especialistas, quando o solo se torna ácido, as plantas aí colocadas não absorvem os nutrientes, mesmo aplicando adubos e outro tipo de fertilizantes, pois não conseguem chegar à raiz da planta, devido à acidez do terreno, por isso o calcário dolomítico é considerado um dos ingredientes fundamentais, para que o solo se torne mais produtivo.
O sócio-gerente da Calcário da Huíla acrescentou que, aquando do ensaio da aplicação do calcário, por parte do Ministério da Agricultura, em 2015, as mil toneladas de calcário compradas na fábrica permitiram aumentar os índices de produtividade no município de Londuimbali, província do Huambo, cujos resultados foram considerados positivos.
Instalada numa mina descoberta nas cadeias montanhosas  que cercam a comuna do Tchivinguiro, na Humpata, a fábrica tem capacidade para produzir cerca de 20 mil toneladas por ano.

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