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Camponeses melhoram os rendimentos

André Amaro| Lubango

A condição social e económica e financeira dos camponeses do município dos Gambos, situado 150 quilómetros a Sul da cidade do Lubango, está a melhorar fruto da aposta na produção de culturas rendimentos.

A condição social e económica e financeira dos camponeses do município dos Gambos, situado 150 quilómetros a Sul da cidade do Lubango, está a melhorar fruto da aposta na produção de culturas rendimentos.
Além das culturas habituais do milho, massango e massambala, os camponeses estão a cultivar feijão, tomate, cebola, alho, batata, repolho, amendoim, com o apoio da Administração Municipal.
O camponês José Figueiredo, que participou na primeira experiência de diversificação da produção, realizada o ano passado, louvou a iniciativa das autoridades administrativas, na medida em que o projecto está ajudar as famílias a combater a fome e a reduzir a pobreza.
José Figueiredo sublinhou que os 100 quilos de semente de feijão recebidos por empréstimo permitiu colher meia tonelada, que serviu para a alimentação da família, a liquidação da dívida, criação de uma reserva de sementes e a comercialização da produção excedentária. A maior parte da sua lavra, de quatro hectares, vai ser cultivada com alho, feijão, cebola e tomate. Uma pequena parcela vai ser reservada para a produção de milho, destinada à alimentação da sua família.
Maria Tchivava, outra beneficiária desta experiência, está satisfeita, porque conseguiu facturar 30 mil kwanzas, com a comercialização do feijão e alho que produziu. A camponesa referiu que a produção de milho é pouco rentável. Por isso, aconselhou os seus colegas a optarem pela produção de feijão, cebola e alho, que são produtos de fácil comercialização.
O administrador municipal dos Gambos, Elias Sova, explicou que a experiência de diversificação das culturas começou o ano passado com a distribuição, a título de empréstimo, de sementes de feijão e hortaliça. Elias Sova disse que o objectivo é promover uma agricultura sustentável que permite diversificar a produção agrícola e melhorar a dieta alimentar da população.
Frisou que, no ano passado, houve camponeses que semearam 100 quilos de feijão, e, fruto deste trabalho, colheram 500 quilos, que serviram para devolver parte do empréstimo, criar uma reserva em sementes e vender o excedente.
O administrador dos Gambos informou que um quilo de milho está a ser comercializado no mercado informal ao preço de 50 kwanzas, enquanto o feijão, cujo cultivo é menos trabalhoso, custa 200 kwanzas. O mesmo acontece com as hortícolas.

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