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Camponeses da província têm apoio reforçado

Arão Martins| Lubango

O governo da Huíla vai apoiar, a partir de Setembro próximo, início da campanha agrícola 2013/2014, as famílias camponesas enquadradas em cooperativas com sementes, instrumentos de trabalho e fertilizantes, para atenuar os efeitos da seca que se registou na província.

Famílias camponesas da Huíla beneficiaram de vários imputs tendo em conta a campanha agrícola prevista para o mês de Setembro
Fotografia: Arão Martins

O director provincial da Agricultura na Huíla, Lutero Campos, disse que 148.815 famílias camponesas foram enquadradas e destas, 144.215 foram assistidas pelo Executivo ao longo da campanha agrícola 2012/2013.
No mesmo período, esclareceu, foram criadas 197 associações de camponeses e 779 cooperativas na província da Huíla que beneficiaram de sementes, instrumentos de trabalho e fertilizantes.
O Executivo, através da Direcção Provincial da Agricultura, em conjunto com as Estações de Desenvolvimento Agrário (EDA), vai aumentar os apoios e assistência técnica aos camponeses na próxima campanha agrícola.
O aumento da produção agro-pecuária e pesqueira é o principal suporte no processo de combate à pobreza através da garantia da segurança alimentar, da criação de emprego e geração de recursos, concorrendo para a estabilização das populações no campo.
O sector agro-pecuário da província tem beneficiado nos últimos anos de apoio significativo do Estado, através da aquisição e distribuição de animais e sementes, fertilizantes, estacas de mandioca, instrumentos de trabalho e equipamentos mecanizados, tendo em vista o aumento da produtividade. Uma atenção especial continua também a ser dada ao comércio rural para torná-la capaz de acompanhar a dinâmica que se verifica na produção agro-pecuária.
Está a ser promovido o restabelecimento da rede de comércio rural e do comércio grossista e retalhista, para assegurar os consumos dos camponeses e o escoamento das suas produções e dos excedentes. Lutero Campos anunciou que para potenciar a actividade ­agro-pecuária da província conta com os perímetros irrigados da Matala (sociedade de desenvolvimento da Matala), Chibia (sociedade gestora do perímetro das Gangelas), Perímetro irrigado do Waba e Humpata. A zona norte da província compreende os municípios de Quilengues, Cacula, Caluquembe, Caconda e Chipindo, tendo como principais culturas o milho, feijão, batata e mandioca.
As chuvas são regulares. A zona centro e leste da Huíla compreende os municípios do Lubango, Humpata, Chibia, Quipungo, Matala, Jamba, Cuvango e Chicomba. Lutero Campos disse que as principais culturas são os cereais, leguminosas e frutícolas. A chuva também é regular.
“Nesta região encontramos um nível de desenvolvimento da actividade agrícola do tipo empresarial, principalmente na produção de frutícolas, leguminosas e cereais. As barragens existentes nestas zonas possuem uma capacidade para irrigar 11000 hectares onde já se foram plantadas 40.000 árvores de frutos.
A zona sul da Huíla é composta pelo município dos Gambos e a chuva é mais irregular. As principais culturas são o massango e a massambala. Aqui a produção animal se faz é feita em grande escala e a falta de chuva diminuiu os pastos, e as reservas de água para o gado.

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