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Carbúnculo bovino mata seis pessoas na Matala

Arão Martins | Lubango

Um total de seis pessoas morreram até quinta-feira passada, na comuna do Mulondo, município da Matala, província da Huíla, vítimas de contágio de carbúnculo bovino, disse a directora do Gabinete Provincial de Saúde.

Fotografia: DR

Luciana Guimarães, que prestou a informação à margem da visita que o governador provincial da Huíla, Luís Nunes, efectuou à comuna, onde se inteirou dos programas para contornar os efeitos da seca e das doenças bovinas, disse que além das seis mortes confirmadas, dez outras pessoas estão a receber tratamento médico por causa da mesma doença.

“Todos os casos suspeitos já foram medicados e estão a ser seguidos pelas autoridades”, garantiu, para acrescentar que os casos ocorreram num período de 30 dias.

“Tivemos conhecimento da situação, por causa da presença de uma equipa médica que trabalhou no local, tendo efectuado um diagnóstico, recolha de amostras e tratamento dos casos registados a nível de toda a província da Huíla”, esclareceu.

Com o trânsito do gado que já vinha doente, devido à seca, a população foi consumindo carne contaminada e não houve a passagem de informação atempadamente, o que causou a morte de pessoas, disse a responsável. “Neste momento, podemos afirmar que a situação está controlada”, disse Luciana Guimarães, que alertou a população para evitar o consumo de carne bovina suspeita, bem como de outros animais abatidos na região, sem antes saber das causas da morte destes, bem como se foram ou não vacinados.

"No caso de se identificar a existência de gado adoentado, este deve ser de preferência queimado", disse Luciana Guimarães, para informar que existe o carbúnculo que tem características de transformação dérmicas, com sintomas virais, como gripe, que podem evoluir para pneumonia.

A directora do Gabinete Provincial de Saúde da Huíla disse que existe uma equipa médica a nível da província e do município visado a tomar conta da situação, com a realização de campanhas de vacinação aos bovinos.

O governador provincial da Huíla reconheceu os constrangimentos que o surto epidémico do carbúnculo está a causar não só ao gado, mas sobretudo à população. Luís Nunes sugeriu aos criadores de gado com dez ou mais anos de vida, para comercializar, com vista a renovar os rebanhos.

Luís Nunes garantiu abrir mais furos de água em zonas de pasto e disse perspectivar também distribuir motobombas durante o período de seca.

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