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Carbúnculo mata gado

André Amaro| Lubango

Um surto de carbúnculo está a matar o gado bovino dos criadores tradicionais nos municípios de Quipungo, Quilengues e Gambos, na província da Huíla, tendo já causado a morte de 30 cabeças.

O carbúnculo já dizimou dezenas de cabeças de gado bovino na província da Huíla
Fotografia: André Amaro| Lubango

Um surto de carbúnculo está a matar o gado bovino dos criadores tradicionais nos municípios de Quipungo, Quilengues e Gambos, na província da Huíla, tendo já causado a morte de 30 cabeças.
O responsável dos Serviços Veterinários na província, Miguel Barbosa, disse que face à situação, está a tomar medidas para evitar o alastramento da doença para outros municípios.
Miguel Barbosa informou que a situação está a afectar em maior número os animais do município de Quilengues, onde já causou a morte de 14 cabeças. Mas, disse, tudo está a ser feito para que nos Gambos, com quatro mortes, e em Quilengues, com 12, os casos sejam combatidos, evitando que outras localidades sejam afectadas.
A área que mais preocupa é a de Taca, nos Gambos, pelo facto de ser fronteiriça com o município do Virei, na província do Namibe, onde há escassez de água e pasto para o gado. Por isso os pastores levam o gado para áreas próximas e podem espalhar a doença.
Outra preocupação está relacionada com o município da Cahama, na província do Cunene, por viver problemas idênticos. Para evitar a progressão do surto, os serviços de veterinária enviaram 8.000 doses de vacinação, para imunizar o gado.
Miguel Barbosa informou que foram criadas brigadas de vacinação, compostas por médicos e técnicos veterinários, com doses de vacinação suficientes para imunizar os animais.
Uma das principais causas do surto tem a ver com a falta de vacinação durante a presente campanha, que decorreu de Abril a Agosto, em função da estiagem que a província registou.
O médico veterinário disse que quando não há pasto e água, os criadores tradicionais não levm o gado às campanhas de vacinação, com medo que morra.
Miguel Barbosa sublinhou que, na presente campanha, as autoridades previam imunizar 900 mil cabeças de gado, mas, devido a estes preconceitos causados pela a estiagem, a vacinação atingiu apenas 485 animais nos 14 municípios da província.
Por isso defendeu a criação de um campo de educação sanitária de base no seio dos criadores tradicionais, com vista à mudança de mentalidade, principalmente combater a ideia de que a vacinação mata o animal quando não há água e pasto.

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