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Casa Fácil fomenta a habitação em Cacula

Estanislau Costa | Cacula

Mais de 15.500 casas do tipo T2, T3 e T4 e demais infra-estruturas elementares estão a ser construídas em vários pontos da província da Huíla, através do projecto Casa Fácil, criado com o propósito de desenvolver acções relevantes para o fomento habitacional.

Projecto surge como uma oportunidade ímpar para a realização do sonho de casa própria um dos motivos de preocupação dos jovens
Fotografia: Estanislau Costa | Cacula

O vice-governador para os serviços técnicos e infra-estruturas, Nuno Mahapi, colocou a primeira pedra, que marcou o arranque efectivo das obras de construção das casas.
Nuno Mahapi valorizou o início da execução do projecto na Cacula, localidade elevada à categoria de município há quatro anos, por aumentar o número de moradias e criar condições para atrair mais técnicos especializados em diversas áreas. “A construção de casas é um dos elementos para cativar novos quadros e desenvolver a vila”, disse.
O director executivo do Casa Fácil, Baptista Tchiloia, explicou que as obras envolvem empresas nacionais de construção, com destaque aquelas que precisam de oportunidade para mostrar a sua capacidade técnica de construção civil e conquistarem um espaço no mercado local.
 Para a concretização do projecto, pediu aos bancos comerciais que sejam mais flexíveis. “O financiamento dos bancos é fundamental, tanto em relação a certos trabalhos da empreitada, como das pessoas, sobretudo jovens que vão adquirir as moradias”, realçou. Das 15.500 moradias previstas para a Huíla, o Casa Fácil programou para os municípios da Cacula, Caconda, Quipungo, Cuvango, Quilengues, Chibia, Chipindo e Gambos, a construção de 500 casas cada uma, mil para Humpata e Caluquembe, duas mil para Jamba e Matala, e cinco mil para o Lubango. As autoridades do município da Cacula, a 150 quilómetros do Lubango, disponibilizaram 100 hectares de terra, para ser desmatada, urbanizada e receber as infra-estruturas básicas, para dar melhores condições de habitabilidade e conforto.
O projecto, disse Baptista Tchiloia, prevê a criação de modalidades de aquisição de casas favoráveis aos candidatos, para a qual o financiamento bancário representa uma condição indispensável. “O sonho da casa própria tem sido motivo de preocupação para os jovens. A Casa Fácil surge como uma oportunidade ímpar para a realização desse anseio”. Loteamento de terrenos. Para o projecto urbanístico da Cacula, estão loteados cerca de 115 hectares e a dimensão dos espaços destinados a construção de casas em mil metros quadrados. O Jornal de Angola a­purou que os novos espaços vão expandir a vila, sendo que 290 lotes se destinam à construção de casas, 26 à de edifícios públicos e 20 para estabelecimentos comerciais.
Os trabalhos de urbanização contemplam serviços e equipamentos essenciais, entre os quais sistema de captação e abastecimento de água potável e residual, energia eléctrica, rede telefónica, espaços de lazer e recreação, zonas verdes, passeios, redes de esgotos e escoamento da água das chuvas.
As obras, orçadas em oito milhões de kwanzas, abrangem a reparação de quase 14 quilómetros da estrada secundária que dá acesso à comuna de Chiquaqueia.
O Programa Angola Jovem já construiu 60 casas nos arredores da Cacula, para atender às necessidades da juventude, que assegura o funcionamento de diversos serviços do município. A construtora nacional Omatapalo construiu, durante seis meses, os imóveis, numa área de 64 mil metros quadrados.
Outras 20 moradias, enquadradas no programa de 200 fogos habitacionais, estão concluídas.
O município está a mudar de imagem com a entrega ao público de novas infra-estruturas, entre as quais a nova e moderna estrutura da Administração Municipal, casas para o juiz e procurador, reconstrução de 50 quilómetros do troço Cacula-Quilengues.

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