Províncias

Casos mortais de malária estão a diminuir na Huíla

André Amaro | Lubango

O número de pessoas que morrem vítimas de malária na província da Huíla, reduziu consideravelmente no ano passado, fruto das acções de prevenção desenvolvidas pela Direcção Provincial da Saúde.

O número de pessoas que morrem vítimas de malária na província da Huíla, reduziu consideravelmente no ano passado, fruto das acções de prevenção desenvolvidas pela Direcção Provincial da Saúde.
Durante o ano passado, o sector da Saúde na Huíla diagnosticou 312.604 casos de malária, dos quais 457 terminaram em óbito, o que representa uma diminuição comparativamente a 2009, em que as mortes por malária foram de 1.101. O director provincial de Saúde na Huíla, Barnabé Lemos, informou o Jornal de Angola que houve uma redução de mortes por malária na ordem dos 60 por cento.
A redução das mortes por malária está ligada à intensificação de acções preventivas, mobilização das populações e uso de novas técnicas de combate ao mosquito.
Barnabé Lemos afirmou que no ano passado foram distribuídos milhares de mosquiteiros às mulheres grávidas e a crianças menores de cinco anos. As autoridades sanitárias também fizeram a pulverização domiciliar nos municípios do Lubango e Chibia. Ainda no quadro do combate à malária foi desenvolvido o “Programa
Cubatex” para a luta contra as larvas do mosquito, com a cooperação de técnicos cubanos, em alguns municípios da província. O responsável do sector da Saúde na Huíla sublinhou que as unidades sanitárias foram apetrechadas com fármacos apropriados para combater a malária. Barnabé Lemos frisou que as comunidades jogaram um papel fundamental na prevenção da malária e outras doenças frequentes como diarreias agudas, doenças respiratórias e cólera.
Como resultado das campanhas de sensibilização levadas a acabo por ONG nacionais e estrangeiras, administrações municipais, autoridades tradicionais, líderes comunitários e congregações religiosas, as comunidades mudaram os comportamentos e passaram a usar os mosquiteiros tratados, a combater os charcos e águas paradas, espaços propícios ao desenvolvimento da larva do mosquito. As crianças são levadas à vacinação e as populações começaram a aceitar a pulverização das suas casas. Um aspecto importante e que ajudou a reduzir a mortalidade por malária tem a ver com o comportamento das famílias, que passaram a levar os pacientes com sintomas de paludismo às unidades sanitárias e abandonaram o uso de medicamentos tradicionais.

Tempo

Multimédia