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Centenas de casas estão construídas na nova centralidade de Quilemba

Estanislau Costa| Lubango

A nova cidade do Lubango começa a ser visível na centralidade da Quilemba com a conclusão de 350 casas habitações e concluídas as infra-estruturas para mais 11 mil moradias. As obras empregam 600 jovens formados nos institutos politécnicos.

O projecto habitacional vai ajudar a reorganizar os bairros e tornar o Lubango numa cidade acolhedora e boa para viver com dignidade
Fotografia: Arimateia Baptista

A nova cidade do Lubango começa a ser visível na centralidade da Quilemba com a conclusão de 350 casas habitações e concluídas as infra-estruturas para mais 11 mil moradias. As obras empregam 600 jovens formados nos institutos politécnicos.
Um técnico explicou que o projecto habitacional tem edifícios de dois a cinco andares e moradias. A centralidade ocupa uma área de 1.081 hectares.
Estão em construção edifícios destinados a serviços básicos como a saúde, escolas, creches, espaços de lazer e recreio. Tem infra-estruturas para água e luz, além de avenidas com duas faixas de rodagens.
A centralidade da Quilemba, localizada a norte da cidade do Lubango, corresponde a um projecto global com novas centralidades em reservas fundiárias de 19.141 hectares na Eywa e Mutundo.
O governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, visitou as obras e disse que os prazos previstos para entrega das casas vão ser cumpridos: “penso que dentro de pouco tempo temos o problema habitacional no Lubango resolvido”. E informou que as acções em curso nas novas centralidades da Quilemba e da Eywa estão no bom caminho.
João Marcelino Tyipinge reafirmou que os benefícios são muitos para quem está à espera de casa: “as pessoas que vivem em casas precárias devem também aguardar mais um pouco porque tudo está a ser feito para serem realojados em casas condignas”.O governador disse que “é preciso reorganizar os bairros, acabar com os problemas de engarrafamentos na cidade e tornar o Lubango numa boa cidade, mais acolhedora e boa para viver com condições de saúde, água, energia e habitação”.
O Governo Provincial tenciona, com as reservas fundiárias e a criação de novas centralidades, aumentar a capacidade de acolher mais famílias. O Lubango possui actualmente um milhão e meio de habitantes e as novas centralidades estão projectadas para igual número de pessoas. As novas urbanizações visam a extensão da cidade, elevar a sua capacidade de acolher mais gente, colocar à disposição dos moradores os principais serviços básicos e retirar pessoas das áreas consideradas de risco como margem dos rios, encostas, zonas de drenagem das águas da chuvas.
Na centralidade da Quilemba podem ser alojadas mais de 700 mil pessoas. Vai ser criada uma avenida estruturante que liga Quilemba à centralidade da Eywa num percurso de 36 quilómetros. Outra inovação do programa é a construção da linha-férrea urbana ao lado das avenidas estruturantes. A rede energia eléctrica e a água são fornecidas a partir da barragem da Tundavala. Nos arredores da centralidade da Quilemba estão a funcionar escolas e o mercado informal do Mutundo.
Para a centralidade da Eywa estão igualmente previstos 700 mil habitantes. Um técnico diz que “há possibilidades destes números serem atingidos a curto e médio prazo com a distribuição de 11.700 lotes de mil metros quadrados para a auto-construção dirigida.

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