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Centro de hemodiálise aberto em breve na Huíla

Arão Martins | Lubango

O primeiro centro público de hemodiálise da Huíla, com capacidade para atender diariamente 75 doentes com insuficiência renal, é aberto no final deste mês, na cidade do Lubango.

Directora do Hospital do Lubango diz que um dos objectivos é descongestionar Benguela
Fotografia: Arão Martins | Edições Novembro

O centro de hemodiálise vai funcionar no Hospital Central do Lubango Dr. António Agostinho Neto e possui 25 cadeiras.

A directora-geral do Hospital Central do Lubango, Lina Antunes, explicou que a entrada em funcionamento do centro de hemodiálise vai permitir descongestionar o centro de Benguela, onde os doentes da Huíla eram transferidos. Lina Antunes explicou que cada doente vai realizar três sessões de 4 horas por semana. “Vamos começar a trabalhar com três turnos de 25 doentes cada sessão e, por dia, vamos atender 75 doentes.”
Informou que, para garantir o funcionamento pleno e com qualidade desejada do centro de hemodiálise do Lubango, a direcção do hospital seleccionou 16 técnicos, já formados pelo Ministério da Saúde.
Referiu que foram ainda recrutados médicos de apoio às áreas de cirurgia muscular, cuidados intensivos e imagiologia. O centro, acrescentou, vai ter, entre outras valências, sala de hemodiálise A e B, área de esterilização, área técnica, de serviços, copa para lanche dos doentes, exame de microbiologias e sala de espera.
Foram ainda instaladas cadeiras de hemodiálise em áreas especiais para doentes com doenças crónicas, como o VIH/Sida, hepatite B e C, para mulheres e homens.
Lina Antunes garantiu que existem condições técnicas adequadas e de qualidade para o arranque do centro de hemodiálise do Lubango, que vai atender os doentes oriundos das províncias do Namibe, Cunene, Cuando Cubango e da Huíla.
O centro, frisou, vai funcionar com equipamentos modernos e o utente vai dispor de um cartão com o seu histórico, a ser inserido no sistema nacional de saúde, bem como lhe permitir efectuar o tratamento em qualquer parte do mundo, desde que esteja conectado com a realidade do país neste domínio.
O tratamento dos doen-tes com insuficiência renal, acrescentou, é completamente gratuito. A directora do Hospital Central do Lubango explicou que a unidade sanitária tem uma lista de 101 doentes com insuficiência renal à espera de tratamento, cujo número au-menta todos os dias.
“Estamos a sobrecarregar o centro de Benguela. O Hospital Central do Lubango está a enviar, por semana, em média, entre 3 a 4 doentes para fazerem diálise no centro daquela província”, informou Lina Antunes.
Segundo Lina Antunes, no contrato feito com a empresa que instalou os equipamentos de hemodiálise no Hospital Central do Lubango acautelou-se a manutenção das cadeiras, da vigilância e do abastecimento de água e de energia, além da formação dos técnicos e dos supervisores.
No Hospital Central do Lubango, informou Lina Antunes, decorre ainda o programa de reparação e reequipamento da área do bloco operatório. Lina Antunes assegurou que vão ser criadas mais quatro salas para operações, bem como gabinetes para o enfermeiro chefe, anestesistas, pessoal de preparação e de esterilização.

Elevadores
Os setes elevadores do Hospital Central do Lubango que andaram avariados durante anos já estão em pleno funcionamento, garantiu Lina Antunes.
A directora-geral do Hospital Geral do Lubango negou casos de existência de limitações na realização de raio X. “Não há nenhuma limitação a partir da direcção em relação ao número de doentes que fazem raio X, por dia.”
Esclareceu que a prioridade são os doentes internados e que os outros são atendidos por ordem de chegada no raio X e na imagiologia. "Os doentes em ambulatório comparticipam nas despesas complementares. Não pagam as consultas, por serem gratuitas, mas os exames complementares custam dinheiro ao hospital. O hospital tem que ter reagentes, películas, manutenção dos equipamentos e temos que ir buscar algum reforço ao Orçamento Geral do Estado (OGE) e esta comparticipação está prevista porque existe decreto próprio, que permite fazer esse tipo de cobrança."
O hospital efectua entre 50 a 80 exames de raio X simples por dia. A directora-geral do Hospital Central do Lubango disse que actualmente o sistema que se usa é o informatizado. O técnico manda a imagem por computador e o médico quando acede ao processo informatizado do doente recebe o raio X no sistema e não precisa de película.

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