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Centro de Saúde de Galangue baixa índices de mortalidade

Arão Martins | Galangue

O índice de mortalidade na comuna do Galangue, município do Cuvango, na província da Huíla, reduziu significativamente desde 2016, com a entrada em funcionamento de um centro de saúde com capacidade de internamento para 31 pacientes, revelou ontem, naquela circunscrição, o responsável da unidade sanitária.

Centro de Saúde de Galangue
Fotografia: Edições Novembro

Mário Tyamba esclareceu que, com a entrada em funcionamento da unidade hospitalar, a assistência sanitária à população da comuna, estimada em 34.311 habitantes, melhorou substancialmente.
Apesar da melhoria registada em termos de assistência médica, o responsável queixa-se da falta de técnicos de saúde para a áreas de pediatria, maternidade, Programa Alargado de Vacinação (PAV) e consulta pré-natal.
Outra preocupação manifestada pelo chefe do centro de saúde tem a ver com o atraso no abastecimento de medicamentos. Disse que também a unidade sanitária se depara com o problema da ambulância, pois a única existente encontra-se inoperante. O centro funciona com cinco técnicos de saúde e em média diária são atendidos 25 a 30 pacientes, na sua maioria das localidades de Yandumbe, Kapoko, Kandumbo, Kanhole, Yangula e Lioko.
As principais patologias são a malária, má nutrição, bronquite e infecção urinária, que é originada pelo uso de água imprópria.
Os serviços de saúde são assegurados por quatro técnicos, mas para acudir a procura são necessários 180, entre médicos, enfermeiros, auxiliares e pessoal administrativo. A comuna do Galangue tem sete unidades sanitárias.
Mário Tyamba disse que a implantação do hospital permitiu a melhoria substancial da qualidade de vida da população, recordando que actualmente os habitantes deixaram de percorrer longas distâncias em busca de assistência na sede do município do Cuvango ou ainda na Caála, província do Huambo. O governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, visitou a unidade hospitalar da comuna do Galangue, que dista 100 quilómetros a leste da sede municipal do Cuvango e 440 da cidade do Lubango. João Marcelino Tyipinge reconheceu que na comuna do Galangue, apesar das acções já realizadas nos sectores da Saúde, Educação e Águas, há ainda muito por se fazer para melhorar a qualidade de vida da população.
Como exemplo, apontou o problema das estradas que ainda se encontram degradadas, mas prometeu continuar a trabalhar para melhorar a imagem da comuna que muito sofreu durante o conflito armado. “Temos de procurar prevenir e controlar as doenças que são preveníveis, nomeadamente a poliomielite, malária, infecções sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV/Sida, a tuberculose e as doenças negligenciadas”.

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