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Centro Epongoloco acolhe crianças

Domingos Mucuta| Lubango

O Centro Regional Epongoloco, construído na comuna da Arimba para acolher mais de 400 crianças e adolescentes desfavorecidos das províncias do Cunene, Namíbe, Kuando-Kubango e Huíla, abre as portas no próximo mês de Novembro.

O Centro Regional Epongoloco, construído na comuna da Arimba para acolher mais de 400 crianças e adolescentes desfavorecidos das províncias do Cunene, Namíbe, Kuando-Kubango e Huíla, abre as portas no próximo mês de Novembro.
A informação foi avançada na quarta-feira pela directora provincial da Comunicação Social, Rosa Gonçalves, no fim de uma reunião no governo da Huíla, durante a qual foi escolhido o nome a dar ao lar do Ministério da Assistência e Reinserção Social (Minars), depois de este ter sido sujeito a uma consulta pública.
Entre as 18 sugestões apresentadas, o júri de avaliação escolheu Epongoloco, nome apresentado por Jessica Gomes Pambe, e a instituição vai ser inaugurada durante a festa da independência. Rosa Gonçalves explicou que se trata de um nome originário das línguas nhaneca-humbe, umbundo e kuanhama, e considerou tratar-se de uma “denominação ajustada aos propósitos do centro, na medida em que reporta a mudança comportamental, social, cultural, cívica e moral do indivíduo na sociedade”, frisou.
O lar vai contribuir para a mudança da vida dos menores carentes, tendo em vista atingir o objectivo do combate à delinquência juvenil.
Do seu ponto de vista, é importante que a sociedade, as crianças e os adolescentes mudem de atitude, aproveitando ao máximo a oportunidade proporcionada pela política do governo, relativamente à reintegração social dos mais carenciados.
 
Abrigo dá formação
 
Rosa Gonçalves explicou que, dentro de  três meses, além da componente educacional até ao ensino médio, o centro regional, orçado em 28 milhões de dólares, vai privilegiar a formação técnicoprofissional.
As crianças e adolescentes em situação de risco, em regime interno e externo, vão ter cursos de carpintaria, informática, administração e comércio, electricidade, pastelaria, entre outros
As empreiteiras estão a realizar trabalhos de acabamento no edifício de dois pisos, divididos em seis blocos diferentes, com zona administrativa, biblioteca e sala de estudo.
A instituição vai ter salas de artes e ofícios, dormitórios, refeitório, ginásio e armazéns. Vai ainda dispor de uma central de emergência e de um posto de transformação, para garantir o abastecimento de energia eléctrica.
Erguido numa área de 13.805 metros quadrados, o Epongoloco é a concretização do programa de construção de seis centros regionais, aprovado pelo Conselho de Ministros, a 30 de Abril de 2008.

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