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Centro equestre ajuda a recuperar doentes

Estanislau Costa | Lubango

A província da Huíla dispõe de um centro equestre, instalado na zona dos Barracões, arredores da cidade do Lubango, para a criação de animais e ajudar na recuperação de pacientes com deficiências motoras.

O cavalo é utilizado como recurso terapêutico em diversos tipos de perturbações motoras
Fotografia: Arimateia Baptista|Lubango

O centro, uma iniciativa da empresa Omatapalo, além de promover a criação de animais no Lubango, vai constituir um espaço para ensinar a cavalgar, explicou o responsável da instituição, Miguel Duval.
Miguel Duval afirmou, por outro lado, que depois de Luanda as terras da Chela possuem um espaço construído de acordo com os padrões exigidos para a promoção do repovoamento e fomento da criação de cavalos do tipo lusitano, que melhor se adapta à região.
O centro possui 50 cavalos lusitanos, que contribuem para a realização de aulas de equitação, actualmente com 50 alunos com idades entre os sete e 50 anos.
“Crianças, jovens e adultos da Huíla, Namibe e Cunene têm as portas abertas para se inscreverem na escola de hipismo”, sublinhou.
Estão estabelecidos quatro níveis de ensino, que vão desde a iniciação até ao domínio total do animal. Os formandos aprendem, entre outras matérias, as técnicas de lidar com o cavalo, salto, rodeio, equitação de trabalho e normas úteis das olimpíadas.

Novidade dos Barracões

Foi nos Barracões onde a cidade do Lubango começou a ser desenhada pelos colonos provenientes da Madeira, Portugal, em 1885. Agora, é no mesmo local onde foram dados os primeiros passos para levar o nome da Huíla e do país nas competições do hipismo.
 A área está transformada num dos pontos mais concorridos da urbe. O requinte atrai habitantes, turistas nacionais e estrangeiros. Pela sua importância, o presidente da Federação do Equestre de Angola, José Ekuikui, esteve na cidade do Lubango para consagrar o Centro Equestre da Huíla.
O centro está projectado numa área de 86 hectares, com infra-estruturas adequadas para a criação de cavalos e a realização de aulas teóricas e práticas.
A Omatapalo investiu quatro mil milhões de kwanzas no referido projecto, que está a mudar a vida de muitos pacientes.
Actualmente existem em Angola três centros hípicos, entre os quais o da Polícia Montada, do Gimunalo, na comuna da Funda, e do Kikuxi, em Luanda. Miguel Duval explicou igualmente  que o cavalo é utilizado em muitos casos como recurso terapêutico nos mais diversos tipos de perturbação motora, com realce para a paralisia cerebral, problemas ortopédicos, mentais, síndrome de Down, hiperactividade, défice de atenção, concentração e distúrbios de comportamento. 
O centro já apadrinhou dez crianças portadoras de deficiências da Fundação Lwini. “O processo de equitação ajudou a maioria dos menores a se recuperar. Em certos casos, a terapia leva algum tempo, o que exige dos tutores paciência e disponibilidade”, afirmou.
Entre os efeitos terapêuticos da equitação estão ainda o melhoramento do equilíbrio e a coordenação motora, desenvolvimento da motricidade global e fina, promoção do auto-controlo e da confiança, aumento da capacidade de concentração e memorização, salientou.

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