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Cerco à caça furtiva

Domingos Mucuta | Lubango

A acção dos caçadores furtivos no Parque Nacional do Bicuar, na Huíla, está mais dificultada depois da captura, no primeiro semestre deste ano, de 55 armas de fogo de calibres diversos pelos fiscais, anunciou no Lubango o administrador da reserva natural.

José Maria Kandungo disse que a apreensão das armas de fogo resultou de várias operações de patrulhamento realizadas ao longo deste período pelos fiscais e lembrou que cerca de 90 por cento, dos 7.900 quilómetros quadrados de extensão do parque, é fiscalizada para evitar que os malfeitores abatam indiscriminadamente os animais, numa altura em que cresce a reprodução de diferentes espécies.
Nos últimos tempos, várias manadas de animais regressaram massivamente à reserva natural do Bicuar e estão a multiplicar-se, com destaque para elefantes, búfalos, palancas, zebras, olongos, onças, mabecos, bambis, impalas e outros de pequeno porte.
O facto de ter havido grandes melhorias no acesso ao Parque Nacional do Bicuar, facilitou o trabalho dos fiscais.
"Vamos continuar a combater a caça furtiva com o objectivo de garantir a protecção e preservação da vida das espécies que habitam no parque e que abrangem os municípios da Matala, Quipungo e Chibia.
O administrador da reserva natural, José Maria Kandungo, esclareceu que em função das acções levadas a cabo pela equipa de fiscais regista-se uma certa normalização e a estabilidade no reino animal e prometeu continuar com as operações de fiscalização no Parque Nacional do Bicuar  para desencorajar a caça furtiva.
Apesar dos esforços das autoridades locais, os caçadores furtivos  teimam em continuar com as suas acções, disse o responsável, que acredita na mudança de comportamento destes indivíduos, sob pena de serem levados a tribunal.
A administração do Parque Nacioanl do Bicuar está a promover encontros e palestras dirigidas aos habitantes que residem no corredor dos animais, de modo a evitar acidentes, devido à pressão dos bichos que se sentem ameaçados pela invasão dos humanos.
José Maria Kandungo disse que os indicadores de reprodução actuais entre espécies permite perspectivar, para um período de cinco anos, o repovoamento animal e a recuperação de riqueza da fauna no Parque Nacional do Bicuar.

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