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Chicomba fomenta a construção de casas sociais

Estanislau Costa|Chicomba

A carência habitacional para técnicos no município de Chicomba, na província da Huíla, vai ser minimizada com a conclusão, no final deste mês, das obras de construção das primeiras 40 casas do tipo T3 do leque de 200 previstas.

A empreitada deve ser entendida pelos jovens como o primeiro gesto do Governo para encorajar as pessoas a construírem a sua habitação
Fotografia: Estanislau Costa

A carência habitacional para técnicos no município de Chicomba, na província da Huíla, vai ser minimizada com a conclusão, no final deste mês, das obras de construção das primeiras 40 casas do tipo T3 do leque de 200 previstas.
A construção das moradias, no âmbito do Programa Nacional de Urbanismo e Habitação do Executivo, já mereceu o reconhecimento das autoridades locais e dos munícipes por ajudar a atrair quadros qualificados e, desse modo, contribuir para o desenvolvimento do município.
As casas, orçadas em 200 milhões de kwanzas, estão projectadas para uma área superior a 90 mil metros quadrados, estando igualmente previstos arruamentos, espaços verdes e estruturas de saneamento básico.
O governador da Huíla, Isaac dos Anjos, que verificou o andamento das obras, considerou-o satisfatório e realçou a qualidade das moradias. “As obras das 40 casas decorreram a ritmo acelerado e estão quase concluídas”, garantiu.
A trajectória positiva e convincente das obras de construção das primeiras casas, afirmou Isaac dos Anjos, faz com que a sede do município de Chicomba conte com mais 60 casas que, em princípio, vão estar a cargo da mesma empresa chinesa. “O conselho de auscultação municipal deve decidir os locais ou comunas para a construção de 20 moradias”.
O governador considerou que esta empreitada deve ser entendida pelos jovens como o primeiro gesto do Governo para encorajar as pessoas a construírem a sua habitação, canalizando os seus recursos de poupança para a melhoria das condições de vida da família.
Nas casas que estão prestes a ficar concluídas, “os professores vão poder acomodar-se em grupos composto por cinco ou seis pessoas”, afirmou, confiando que, deste modo, a falta de habitações para os técnicos provenientes de vários pontos fique resolvida.
“Nos próximos cinco anos, Chicomba deve construir 3.500 casas para ser considerada cidade e os jovens devem apostar cada vez mais nisso”, sublinhou Isaac dos Anjos.O Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza facultou o bem-estar a mais de 85 mil habitantes das localidades do Quê, Cuenda, Libongue, Mbule e outras, segundo a administradora municipal de Chicomba, Lúcia Francisco.

Diversas obras

As diversas obras executadas incidiram na construção de 12 escolas com seis salas cada, seis postos de saúde, cinco casas para os técnicos, parques infantis, campos polivalentes, sistemas de captação e distribuição de água potável e de energia eléctrica. Lúcia Francisco anunciou, ainda, a construção de um cemitério, pontes e pontecos e de uma biblioteca.  O Programa “Água para Todos” abrangeu mais de 25 mil habitantes, o que significa que a maioria das pessoas que vive nas três comunas do município está a consumir água canalizada.

Triângulo agrícola
 
Chicomba, Caluquembe e Caconda figuram como os municípios da província da Huíla considerados como “triângulo produtor” por alguns empresários agrícolas e camponeses desta região, pelas enormes quantidades de cultivo de milho, feijão, ervilha, batata-doce e outros produtos.
Com o alcance da paz, a criação pelo Executivo de programas de impacto socioeconómico e a desminagem dos campos de lavoura de Chicomba resultaram no regresso às zonas de origem de dezenas de famílias que, com o apoio de meios de instalação e início do Crédito de Campanha, reactivaram a lavoura. Há quatro anos, a safra atingiu as 35.238 toneladas de vários produtos e foi subindo até às 55.910 toneladas, na campanha agrícola 2010/2011.
As colheitas caíram, contudo, na campanha 2011/2012, em consequência das estiagens prolongadas registadas um pouco por todo país.
Apesar das quebras na produção, sobretudo de milho, é visível a comercialização de quantidades consideráveis de milho, colhidos na última campanha agrícola, nos pequenos mercados de Chicomba.
O camponês Artur Cahomba disse ao Jornal de Angola que colheu 15 toneladas de milho, das 20 previstas, e que prevê venha a ser boa a presente campanha agrícola, com chuvas regulares e os camponeses a recuperarem a produção.
“A direcção da Agricultura deu-nos sementes, alfaias agrícolas, tractores, fertilizantes para cobrir tudo que se perdeu na época passada”, sublinhou.
O jornal de Angola constatou que nas terras do milho, o quilo é comercializado entre 15 a 25 kwanzas e em vários pontos de venda está em sacos de 100 quilos, à espera de clientes. Todas as manhãs, os jovens transportam, através de carroças puxadas por bois, grandes quantidades milho.

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