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Chuvas desalojam famílias e inundam campos agrícolas

Domingos Mucuta | Lubango

 
As chuvas que cairam com intensidade, desde o dia 3 de Março, na comuna do Mulondo, no município da Matala, desalojaram mais de 40 famílias e inundaram 85 hectares de culturas diversas, informou na terça-feira o administrador comunal, Zeca Mupinga.

Na comuna do Mulundo muitos casebres foram destruídos e campos agrícolas inundados
Fotografia: Estanislau Costa


 
As chuvas que cairam com intensidade, desde o dia 3 de Março, na comuna do Mulondo, no município da Matala, desalojaram mais de 40 famílias e inundaram 85 hectares de culturas diversas, informou na terça-feira o administrador comunal, Zeca Mupinga.
Em declarações ao Jornal de Angola, o administrador manifestou a sua preocupação pelo facto das chuvas torrenciais caírem com frequência fazendo com que o nível das águas aumente dia após dia.
Ao revelar as zonas mais afectadas, o administrador disse que a situação nos bairros Tchinengue, Tchatumba, Vilelmba Vival se apresenta como preocupante, com 38 casas inundadas e 14 desabamanetos, provocando estragos nos haveres da população.
Zeca Mupinga lançou um “grito de socorro” às autoridades competentes e às organizações de ajuda humanitária para apoiarem com bens diversos as famílias afectadas, numa altura em que a comuna está isolada devido ao aumento do nível das águas.
A autoridade máxima da circunscrição fronteiriça da província do Cunene disse que o número de “vítimas da calamidade natural” abrange apenas a sede do Mulondo, dado que “o acesso aos sectores é impossível, devendo a situação ser crítica”.
 “A estrada continua intransitável. Por enquanto, o acesso à sede comunal está a ser feito por camiões. Já enviámos um informe ao governo da província. Neste momento aguardamos por uma resposta para acudir às centenas de pessoas afectadas”, relatou.
Zeca Mupinga contou que o número de doenças aumentou, sobretudo nas crianças. As unidades sanitárias registam falta de mediamentos e de técnicos para atender a avalanche de doentes que procuram os serviços de saúde.
Sobre as lavras, o administrador comunal  perspectiva que a campanha agrícola 2000/2010 esteja comprometida, porque as lavouras de milho, feijão, massango, massambala, mandioca e outros produtos estão submersos.
“Urge a tomada de medidas, sendo necessário apoiar as populações com tendas, alimentação e medicamentos, já que as pessoas se encontram fora de seus abrigos e chove com frequência na nossa comuna”, lamentou.

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