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Cidade com restrições de energia há três meses

João Luhaco | Lubanngo

As restrições no fornecimento de energia eléctrica à cidade do Lubango e arredores há mais de três meses, com maior ênfase no período diurno, constitui a grande preocupação dos munícipes, que se mostram agastados com a situação.

Nas zonas prioritárias da cidade do Lubango o abastecimento de energia é feita 24 horas
Fotografia: Arimateia Baptista | Lubango | Edições Novembro

 
  O director provincial da Empresa Nacional de Energia (ENDE) , Francisco Fernando justificou que tais restrições têm a ver com as deficiências na produção e no transporte que, no seu entender, só podem ser resolvidas com grandes investimentos no sector.
  Francisco Fernando disse que em função do actual contexto, o abastecimento de energia eléctrica à cidade do Lubango é feita só durante o dia nas zonas consideradas prioritárias, referindo que nesta ordem de ideias são contempladas as estruturas do Governo Provincial, Comando Provincial da Polícia, hospitais central e pediátrico, maternidade e a área do Cristo Rei, onde se encontram as antenas dos centros de emissores da RNA e da TPA.
  “Nas zonas prioritárias o abastecimento é feito 24 horas ao dia e só saem da rede se eventualmente ocorrer uma avaria pontual. Todos os dias, a partir das 17 horas, começamos a fazer a reposição daquelas zonas que, por qualquer razão, fomos tirando o abastecimento durante o dia, para voltarmos a garantir o fornecimento de energia no período nocturno”, explicou. Os únicos bairros da cidade do Lubango que, mesmo com as restrições, não beneficiam  de energia eléctrica são as do Kuawa, Chimucua e Tchavola , que surgiram há sete anos em decorrência do assentamento das populações que foram retiradas das zonas consideradas de “alto risco”.
Relativamente à estes bairros , o director da ENDE disse que o abastecimento está contemplado num projecto que aguarda o aval das estruturas centrais, referindo que já foram feitos levantamento para determinar as zonas sem energia, mas ainda existe muita coisa por se fazer.
  “Trata-se de um trabalho árduo, porque envolve recursos material e humano. Pela sua extensão e pelo número de moradores, nos bairros Kuawa e a Tchavola não se consegue resolver o problema com meia dúzia de funcionários. Neste sentido, está-se a trabalhar num projecto macro, de responsabilidades das estruturas centrais”, esclareceu.
  A Empresa de Distribuição de Electricidade (ENDE) na província da Huíla está implementar uma campanha massiva de cobranças, para recuperar uma dívida acima de três mil milhões de kwanzas, contraída por vários clientes.
  Segundo o director provincial da ENDE, Francisco Fernando, muitos clientes que não pagam a energia que consomem há mais de 17 anos, daí a necessidade de se promover campanha de sensibilização, com a introdução de uma nova modalidade de cobranças, que consiste na liquidação faseada das facturas anteriores e actualização das mais recente.
  Francisco Fernando disse que o sector empresarial surge como  maior devedor, seguido do particular, que conta com cerca de 70 mil clientes, dos quais 21 mil já inseridos no sistema pré – pago, na cidade do Lubango.
O sistema pré-pago foi instalado há um ano e os clientes podem pagar 50 por cento da dívida, o restante em várias prestações .

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